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Moradores sofrem por conta de isolamento causado por desabamento de ponte

Transtornos e prejuízos estão deixando os moradores do conjunto Augusto Montenegro, bairros Lírio do Vale, Zona Oeste de Manaus, inconformados

Prefeitura abriu uma saída improvisada por dentro do cemitério do Tarumã

Prefeitura abriu uma saída improvisada por dentro do cemitério do Tarumã (Euzivaldo Queiroz)

Uma ponte com 28 anos de idade, que durante esse período recebeu reforma da prefeitura apenas uma vez e pequena, transformou-se no cenário perfeito para a estrutura desabar. Essa é a avaliação dos moradores do conjunto Augusto Montenegro, bairro Lírio do Vale, Zona Oeste, sobre o desabamento da ponte, que liga o lugar ao restante da cidade e deixou aproximadamente 300 famílias isoladas, na última sexta-feira.

Há cerca de dois meses, a margem do igarapé que passa por baixo da ponte foi alargada e construído um muro de contenção no local. A ponte recebeu passagens laterais para pedestres e recapeamento.

O industriário Paulo Marinho contou que antes, quando chovia, as águas ficavam acima da ponte, em quase um metro. “Depois que construíram a barragem de concreto, a água começou a passar pelas laterais, quando chovia, fazendo pressão na ponte justamente no ponto onde desabou”, comentou.

A mesma avaliação tem o encarregado de obras, Betor Souza, destacando que a ponte era bem antiga. “Meu pai, que também é encarregado de obras, disse que a ponte não aquentaria a segunda chuva e cederia. Foi o que aconteceu. Com o desgaste da estrutura, aliada a esse muro que intensificou a força da água, a ponte não aguentou”, declarou.

Segundo a presidente da Associação de moradores do conjunto, Rita de Cássia Souza, não é de hoje que a área tem problemas e o reforço na estrutura da ponte, que estava sendo assoreada por causa das fortes chuvas, já havia sido solicitado à prefeitura. “Colocaram uma draga no leito do igarapé e foram trabalhando até próximo ao residencial Ponta Negra, onde há outra ponte que possui um cano com diâmetro bem pequeno e que não dava vazão as águas, isso acabou causando problemas no conjunto”, comentou.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que, de janeiro desse ano até a primeira semana de maio, nenhum pedido de reforma na ponte vindo dos moradores foi recebido pelo órgão. Porém, a reforma já estava programada no calendário de obras para o verão. Há cerca de 40 dias foi feita a contenção de rip rap para deter a água, num trecho de 20 metros, para que a ponte aguentasse até o verão.