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Motoristas questionam cobrança feita por donos de balsas no porto da Manaus Moderna

Eles reclamam que têm de pagar até R$ 30 para realizar operações de carga e descarga no porto, para garantir um serviço que não existe na área

Transportadores das cargas que abastecem o interior, motoristas reclamam das restrições de circulação e agora da cobrança feita pelos donos de balsas

Transportadores das cargas que abastecem o interior, motoristas reclamam das restrições de circulação e agora da cobrança feita pelos donos de balsas (Euzivaldo Queiroz)

Motoristas dos caminhões que fazem operações de carga e descarga de mercadorias no porto da Manaus Moderna reclamam que estão sendo prejudicados pela cobrança de R$ 30 feita por donos das balsas. Eles reclamam que são cobrados por um serviço que simplesmente não existe na área.

O motorista de caminhão Cosme Alves, 25, que leva cargas para serem levadas aos municípios do interior, considera a cobrança um absurdo. “Nós pagamos R$ 30 para descarregar a nossa mercadoria, sendo que não usamos os carregadores das balsas e sim os nossos. Não é correto pagar somente para passar pela balsa”, reclamou Cosme Alves.

O comandante do barco “Almirante Valmir”, Edmilson Calisto da Silva, 44, que faz a travessia de mercadorias para as comunidades do Tarumã Mirim, afirma que a prefeitura tem que se responsabilizar pelos problemas de cobrança indevida. “Eu pago R$ 30 toda vez que atraco na balsa, venho três vezes por semana e são R$ 90, quem aguenta? Eu gasto muito, cadê a prefeitura que não coloca uma balsa para a gente” desabafou.

Motorista de uma distribuidora, Dailson dos Santos, 45, morador do bairro Amazonino Mendes, Zona Leste, falou que discorda totalmente da cobrança. “Aqui os donos das balsas não deviam cobrar para nada porque eles não dão estacionamento. A gente para, paga e quando os agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) chega temos que sair correndo, pois aqui não pode estacionar”, contou Dailson.

Serviço

Dona de uma das balsas da Manaus Moderna, Lindomar Nogueira da Silva, 61, falou que o valor cobrado varia de R$ 20 a R$ 30, pois depende do tamanho da embarcação. “As balsas precisam de manutenção, e preciso manter a segurança dos passageiros também. E o que cobro dos caminhões é a taxa para despachar a mercadorias deles”, explicou.

Prefeitura

Segundo o Manaustrans, o órgão municípal só interfere nas relações existente na área do porto se o veículo estiver estacionado em local proibido ou circulando em zonas de restrição. Nesse caso, o órgão municipal de trânsito age notificando o condutor. O Manaustrans também acrescenta que não compete ao órgão municipal de trânsito fiscalizar a cobrança de valores entre dono de balsa e dono de veículo para os serviços de carga e descarga.

A Autoridade Portuária, que tem a responsabilidade sobre a região, não respondeu as chamadas telefônicas da reportagem até o fechamento dessa edição.