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Buracos se multiplicam pelas ruas da Zona Sul de Manaus

Verdadeiras crateras se formaram nas vias do Distrito Industrial 1, Zona Sul, enquanto obras seguem sem previsão de conclusão. Motoristas amargam prejuízos

Avenida Buriti, principal via da área que foi recapeada na obra, está cheia de buracos desde o seu início até o final

Avenida Buriti, principal via da área que foi recapeada na obra, está cheia de buracos desde o seu início até o final (Bruno Kelly)

As obras de recapeamento das ruas do Distrito Industrial 1, na Zona Sul, continuam paralisadas e os únicos trechos que receberam intervenção desde o dia 26 de junho do ano passado, período de início do trabalho, estão tomados por buracos.

Verdadeiras crateras se formaram nas vias e são considerado um pesadelo para motoristas que precisam passar pela área diariamente, uma vez que, se refletem em prejuízo.

“Foi dinheiro jogado fora num serviço que só começou e ainda começou mal. Está tudo cheio de buraco. Não tem como evitar um problema que não é resolvido há anos. Os buracos são prejuízo para nós com suspensão e pneus no final do mês. Tenho dor de cabeça todo o dia por causa dos buracos”, disse o motorista de carreta Raimundo Vieira, 52.

O convênio assinado entre a da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) prevê a recuperação asfáltica de 33 ruas, num total de 58 quilômetros de intervenção, ao custo de R$ 87.832.923,15. No entanto, a avenida Buriti, principal via da área que foi recapeada, tem sido alvo de críticas dos condutores porque está cheia de buracos desde o seu início na rotatória do Centro Cultural Povos da Amazônia, até o final no trecho conhecido como rotatória da Samsung.

Além de danos aos veículos, os buracos representam grande risco de acidente, uma vez que muitos condutores invadem a contramão das vias para desviar dos buracos e, por pouco, não causam uma colisão. Um exemplo comum ocorre na avenida Guaruba, onde os buracos são tão grandes que os motoristas são obrigados a seguir na contramão em determinados trechos.

No ano passado, os buracos causaram inclusive morte, como a do vigilante Fábio Gomes Arce, que teve a cabeça esmagada por uma carreta quando caiu de uma motocicleta ao passar por um buraco, na rua Ministro João Gonçalves de Araújo.

A obra tem prazo de conclusão para o dia 17 junho de 2015. Entretanto, passado mais um ano, quase nada foi feito da obra, que deveria estar avançada.

Enquanto não há trabalho, os buracos se multiplicam testando ainda mais da paciência e habilidade na direção de motoristas. “Não é preciso ser gênio para saber que tem gente levando vantagem nisso. Vários outros Estados também têm polo industrial e com um bom asfalto. As ruas do Distrito, em Manaus, nunca vão melhorar até colocarem um asfalto que resista ao peso dos caminhões. Com tanta tecnologia não é possível que não invistam dinheiro num asfalto de qualidade para Manaus”, desabafou o motorista de carreta Afonso Lima, 49.

O problema piora com a chuva que encobre os buracos e não demora para que veículos caiam nas valas. “Não dá para saber se é só lamina d’água ou um buraco fundo. Quando se percebe a roda já está dentro do buraco e ai é só lamentar porque ninguém resolve nada”, disse o industriário Geraldo Moura, 33.

Problema se estende na Silves

A avenida Costa e Silva, a Silves como também é chamada, na Zona Sul, recebe grande parte do fluxo de veículos que passa pelo Distrito Industrial e sofre com o mesmo problema de buracos. O trecho a partir da avenida Atlântica até a rua Maués está quase intrafegável. Há um buraco no meio da avenida logo depois do encontro da Silves com Atlântica onde dezenas de carros caíram nas últimas semanas.

Os moradores e também quem trabalha próximo ao local colocam pedaços de madeira dentro do buraco para alertar os condutores. “É muito carro que acaba caindo nesse buraco todo o dia e isso faz muito barulho. Ninguém faz nada para consertar esse buraco”, disse um morador Ricardo Alves, 26.

Pouco à frente, é possível ver, pelo menos, as últimas três camadas de asfalto que a via recebeu nos últimos anos em grandes falhas. O problema no asfalto é tão grande a ponto de fazer com o carro seja chacoalhado, mesmo em menor velocidade.