Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Mototaxistas sem licença desafiam a lei e circulam ‘normalmente’ por Manaus

Cerca de os 4.321 mototaxistas reprovados no edital elaborado pela prefeitura e nem regularizados pela SMTU avisam que só sairão das ruas quando houver fiscalização

Nos bairros da periferia, ainda é comum se deparar com mototaxistas transportando passageiros em excesso e sem capacete

Nos bairros da periferia, ainda é comum se deparar com mototaxistas transportando passageiros em excesso e sem capacete (Bruno Kelly)

Se engana quem pensa que os 4.321 mototaxistas não aprovados no edital elaborado pela prefeitura e nem regularizados pela Superintendência Municipal de Trânsito e Transporte (SMTU) tiveram que sair das ruas. Além de continuarem transportando passageiros, eles criaram tabelas com preços diferenciados dos mototáxis regulares e garantem: enquanto não houver fiscalização, vão continuar rodando.

A justificativa apontada por quem insiste em trabalhar, mesmo na ilegalidade, é que os 1.679 regularizados não são suficientes para atender a população.

Os taxistas que atuam na Zona Leste, por exemplo, fazem sua própria tabela de preço, independente do que foi estipulado pela prefeitura. Por uma corrida dentro do bairro, o mototaxista Gil Marley, 28, que não é regularizado, cobra R$ 3. “A partir do momento que eu ligo a moto, já estava valendo os três reais. Se sairmos de um bairro para outro, o valor passa para cinco reais e assim vai aumentando o valor”, disse.

Marley ainda disse que gostaria muito de ter sido aprovado pela prefeitura, mas não preenchia exigências do edital. “Na regulamentação, dizia que tinha que ter dois anos de experiência na carteira de motorista ( CNH). Isso é ridículo, tem mototaxistas que tem a carteira há cinco anos e não sabem pilotar, eu piloto há dez anos e tenho a carteira há um ano e onze messes, mas fiquei de fora ”, disse.

Favoráveis ao rigor

Para o presidente da União Estadual dos Mototaxistas, Orlando Bindá, o custo para regularizar a profissão foi muito alto e todos tiveram a oportunidade de participar do edital, portanto, não há motivo para reclamação. Ainda segundo o presidente, os mototaxistas investiram na padronização das motocicletas, capacete e uniforme, e esse trabalho deve ser recompensado de alguma forma. “Os trabalhadores regularizados são a favor de uma fiscalização intensa para proibir o transporte irregular, pois nos esforçamos para oferecer um serviço digno para a população”, disse Orlando.

Para o mototaxista Evagelista Ezidil de Aguiar, 44, que conseguiu uma das permissões para atuar, é necessário que haja uma fiscalização. “No meio de trabalhadores, infelizmente existem pessoas ruins que acabam sujando a categoria e, somente com fiscalização, a população vai se sentir mais segura”, disse Anderson.

Vistorias concluídas até outubro

De acordo Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), atualmente, o órgão está trabalhando nos procedimentos de cadastro, entrega de contratos e vistoria das motos e equipamentos dos 1.679 mil selecionados. Esse processo vai até o final do mês de outubro, prazo final estabelecido no edital da licitação para os selecionados procurarem a SMTU para se regularizarem.

O presidente da União Estadual dos Mototaxistas, Orlando Bindá, teve uma conversa com o diretor-presidente da SMTU, Pedro Carvalho, para negociar a abertura de um novo edital no início do próximo ano, para preencher as vagas restantes.

A SMTU também explicou que, para começar a fiscalização, é preciso que boa parte dos aprovados esteja com a moto padronizada. E, nesse primeiro momento a própria população pode começar a fiscalizar os irregulares, optando pelos mototaxistas padronizados.