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Pichadores ignoram lei e seguem sujando muros de casas e patrimônios públicos de Manaus

Moradores alegam que não sabem se trata-se apenas de vândalos ou se os pichadores são envolvidos com outros crimes. Nem ruas dentro dos bairros da cidade escapam

Com punição prevista em lei, pichadores seguem sujando muros de residências, comércios e patrimônio público

Os pichadores parecem estar acima da lei e seguem sujando os muros da cidade (J. Renato Queiroz)

Com punição prevista em lei de detenção de três meses a até um ano, além de multa pelo crime de vandalismo e ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98, os pichadores parecem estar acima da lei e seguem sujando muros de residências e do patrimônio público, muitas vezes recém reformados.

Na rua Polivalente, bairro Japiim 1, Zona Sul, os moradores contam que as casas têm sido alvo constante de vândalos que picham os muros durante a madrugada, deixando um rastro de sujeira e prejuízo. O artesão Dartagnam Sales Lopes, 45, teve o portão de sua casa pichado durante a madrugada da sexta-feira Santa quando estava em um sítio.

As câmeras de segurança instaladas em frente à casa registraram toda a ação dos vândalos, que chegam ao local andando de skate, com mochilas e ao constatarem que não há pessoas nem veículos passando pela rua, iniciam o “trabalho”. “É possível ver nas imagens que se trata de um rapaz e uma moça. Ela fica na esquina da rua observando a movimentação enquanto o companheiro atua”, descreveu Dartagnam.

Na mesma via, a dona de casa Willene Belchior, 34, teve seu muro pichado com a palavra “bebê”, que de acordo com moradores identifica a autoria de um grupo de jovens pichadores.

Willene contou que o muro havia sido pintado a cerca de três meses. “Gastei cerca de R$ 500 para pintar a casa e deixá-la bonita para, ver tudo sujo em tão pouco tempo. É triste”, lamentou a dona de casa.

Medo

Mesmo o artesão tendo as imagens das câmeras, a denúncia nunca foi feita à polícia por medo de represálias. Os moradores alegam que não sabem se trata-se apenas de vândalos ou se os pichadores são envolvidos com outros crimes.

Sem ter a quem recorrer, o artesão se conforma em pintar novamente o portão. “Infelizmente vivemos à mercê da ação dos criminosos e o que nos resta é trabalhar um pouco mais e pintar o portão de novo”, disse.

Na semana passada, a Polícia Civil conseguiu chegar até os responsáveis pela pichação nos viadutos de Manaus que receberam decoração para a Copa do Mundo. Os pichadores foram presos em flagrante após atos de vandalismo no Palácio da Justiça, no Centro.

Grafite é alternativa e beleza

De acordo com o parágrafo 2º da Lei nº 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, a prática de grafite não é crime. Em Manaus, apenas alguns lugares são utilizados para o grafite.

Um deles é o muro do estacionamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM), no Centro. Outro ponto é o viaduto Miguel Arraes, na avenida Mário Ypiranga.

Para Maria Adelaide Araújo, 31, que mora na rua Polivalente, no Japiim 1, se os pichadores que sujaram o muro das casas utilizassem o espaço para fazer algo bonito, grafite, com certeza muitos moradores autorizariam a arte.