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PM que matou dois jovens por ciúmes da ex-mulher é julgado no Tribunal do Júri, em Manaus

Marcos Pinheiro não conseguiu advogados para se defender e vai à julgamento nesta quarta-feira (6). Familiares das vítimas defendem a pena máxima para o réu

PM está preso na sede do Comando de Policiamento Especial (CPE)

Fachada do Comando de Policiamento Especial (CPE), no Dom Pedro, onde o acusado está preso até o julgamento (Evandro Seixas)

Começou nesta quarta-feira (6) o julgamento do soldado da Polícia Militar Marcos Marques Pinheiro, que irá acontecer no plenário do Tribunal do Júri, no Fórum Henoch Reis, em Manaus. O réu é acusado de duplo homicídio tendo como vítima os estudantes Ewerton Felippy Marreiros Dias, 18, e Bruno Menezes de Souza, 18, fato ocorrido no dia 25 de março, de 2012, na rua Silva Ramos, Centro.

Familiares das vítimas defendem a pena máxima para o réu que, segundo as investigações, assassinou os jovens motivado por ciúmes da ex-mulher, a dona de casa Joseane Alves. “Eu quero justiça. Sociedade me ajude a fazer justiça, porque esse monstro não merece ser chamado de policial. Ele matou duas crianças. Meu filho tinha a vida pela frente”, apela a mãe de Bruno, Francinete.

O soldado nega a autoria e chegou a entrar com pedido pela anulação da sentença de pronúncia. O juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri, Mauro Antony, decidiu levá-lo a júri popular, porém o mesmo foi indeferido pela 1ª Câmara Criminal. O PM foi denunciado por homicídio qualificado por ter assassinado as vítimas por motivo fútil e por usar recursos que dificultaram a defesa das vítimas.

Denúncia

De acordo com a 3ª Vara do Tribunal do Júri, o julgamento está marcado para começar por volta das 8h e será presidido pelo juiz Mauro Antony. Na acusação, estará o promotor de Justiça Rogério Marques. A expectativa é a presença de familiares e amigos das vítimas, além de estudantes do curso de Direito no julgamento. O réu estava sem defesa definida, já que nos últimos dias dois advogados dele entraram com pedido de renúncia.

Na época do crime, Marcos Pinheiro era lotado na Companhia de Manuseio de Artefatos Explosivos (Marte). Segundo os autos, ele foi acusado de ter espancado e assassinado, com vários tiros, Everton e Bruno. Os estudantes foram assistir a um jogo de futebol na quadra do colégio Ribeiro da Cunha, no Centro. Bruno estava namorando a ex-mulher do soldado, o que teria lhe despertado ciúmes. Quando retornavam para casa foram abordados por Marcos e mais três homens que estavam em um carro. Os outros homens não foram identificados.