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PM que matou dois jovens por ciúmes da ex-mulher é condenado a 23 anos de reclusão

Soldado Marcos Marques admitiu ter atirado em dois jovens em 2012. Ele alegou legítima defesa, mas não convenceu o júri e foi condenado em Manaus

Militar alegou legítima defesa e que só atirou nas vítimas porque elas o chamaram de corno. Mas o depoimento de Marcos não convenceu o juiz Mauro Antony

Militar alegou legítima defesa e que só atirou nas vítimas porque elas o chamaram de corno. Mas o depoimento de Marcos não convenceu o juiz Mauro Antony (Perla Soares)

O soldado da Polícia Militar, Marcos Marques Pinheiro, foi condenado a 23 anos de reclusão em regime fechado pela morte de dois jovens em março de 2012. O julgamento ocorreu na manhã desta quarta-feira (6), na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro de São Francisco, Zona Sul.

O PM recebeu a maioria dos votos do Júri Popular pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas, fato ocorrido no ano de 2012.

Depois de duas horas de atrasado o julgamento teve início com depoimento de uma das três testemunhas convocadas para o julgamento, na ocasião o advogado de defesa Lynneu Francisco Campos, pediu a suspensão da testemunha por se tratar do tio de uma das vítimas e por estar trajando uma camisa onde pedia justiça pelas duas mortes, porém foi negado pelo Juiz Mauro Moraes Antony.

O acusado, quando interrogado pelo Juiz Mauro Antony, pela primeira vez assumiu a autoria do fato e disse que no dia do crime travou uma luta corporal com Bruno e Ewerton, depois que as vítimas o xingaram chamando-o de corno. Em legítima defesa, segundo ele, tirou a arma da cintura e deu um tiro para o alto atingindo a cabeça de Ewerton, depois deu um segundo tiro para baixo, acertando a perna de Bruno, em seguida viu que Bruno pediu socorro, colocou a vítima em seu carro. Marcos Marques afirma que depois de efetuar os disparos não lembrava o que teria acontecido. Questionado pelo Juiz sobre o que tinha feito com Bruno depois que o colocou no carro, mais uma vez disse que não lembrava.

Os advogados sustentaram a tese de legitima defesa, porém o promotor de Justiça Rogério Marques rebateu. “Quem age em legitima defesa não atira em pessoas desarmadas”, disse o promotor.

O acusado Marcos Marques Pinheiro foi julgado pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, com as penas previstas no artigo 121, § 2º, incisos II e IV do Código Penal.

Segundo o processo, o policial cometeu o crime “motivado por seu ciúme e inconformismo quanto ao fato de sua ex-companheira ter se envolvido amorosamente com uma das vítimas”. Ainda de acordo com os autos, Ewerton foi socorrido por outras pessoas e encaminhado ao pronto socorro, mas faleceu momentos depois em decorrência das graves lesões. Bruno, mesmo baleado, foi obrigado a entrar no veículo de Marcos. Quatro dias depois o cadáver de Bruno foi encontrado em uma rua do bairro Distrito Industrial, em avançado estado de decomposição.

Familiares que estavam no tribunal aguardavam emocionados o resultado do julgamento e diziam que nada poderia trazer as vidas de Bruno e Ewerton de volta, mas que a justiça teria que ser feita. O vigilante Sebastião Pereira de Souza, 47, pai de Bruno, chorando disse que seu filho era seu companheiro em todos os momentos. “Não tenho mais o meu menino, ele não teve tempo de crescer direito e nem de se defender. Esse monstro acabou com os sonhos do meu filho. Quem vai me abraçar domingo e desejar feliz dia dos pais?”, finalizou.