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Pós-Copa: Futuro de parques e praças de Manaus está nas mãos de frequentadores

A revitalização atrai pessoas, mas a falta de educação de alguns usuários e a falta de cuidado do espaço preocupa a população

A praça Heliodoro Balbi é um dos locais onde a reforma está ‘durando mais’, em parte pela rigorosa fiscalização do local

A praça Heliodoro Balbi é um dos locais onde a reforma está ‘durando mais’, em parte pela rigorosa fiscalização do local (Márcio Silva)

Mais do que dar destaque a Manaus no quesito receptividade aos turistas, a Copa do Mundo serviu para resgatar os parques públicos e praças, que passaram por reformas antes do início do Mundial . Apesar de não estarem na preferência dos turistas, que elegeram o entorno do Largo de São Sebastião como “point” da Copa, esses espaços, que no passado perderam público para o abandono, voltaram a ser frequentados pela população. Mesmo assim, ainda sofrem com o descuido dos frequentadores que, para muitos manauenses, ainda precisam aprender a cuidar deles.

As praças e parques são, tradicionalmente, os lugares mais frequentados tanto pela população local quanto por quem vem de outras cidades. Muitos deles, inclusive, dispõem de equipamentos urbanos que, muitas vezes, sequer são utilizados pela população e, quando são, é da maneira errada. “Eu sempre ia para a Ponta Negra ou para o Parque do Idoso fazer exercícios, porque aqui no Parque dos Bilhares as pessoas quebravam os equipamentos, não tinha segurança, era mal frequentado. Hoje elas já estão ‘evoluindo socialmente’, mas ainda falta muito para o povo valorizar o que é seu e conservar o que ele mesmo usa”, disse a administradora Ana Rebouças, que frequenta o recém reformado Parque dos Bilhares.

Para o advogado Roberto Guedes Bentes, 38 anos, não adianta ter praças bonitas se o povo não for educado. “Frequento a Praça da Saudade há dois anos, todas as noites venho para fumar meu cigarro e vejo que outras pessoas que fumam jogam a bituca do cigarro no chão e em qualquer lugar. Apesar de não ter um local feito para jogá-las, elas poderiam pelo menos jogar em cantinho da praça” disse ele, lembrando ainda que a bituca pode ser apagada e jogada no lixo.

Frequentadora da Praça Heliodoro Balbi, no Centro, a psicóloga Sandra Cavalcante Uchôa, 28, leva, todos as noites, a cadelinha para passear e garante que não esquece do saquinho para juntar as fezes do animal, o que já virou um hábito. “Mudei para a 7 de Setembro há pouco tempo e quando vim pela primeira vez trazer minha cadela na praça, notei que a placa onde indica se devo ou não trazer meu cão estava com a informação do lado de dentro, onde fica a grama, aí é difícil ver. A pessoa tem que pisar na grama para saber se pode trazer o cão ou não”, disse.