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Praças e parques são entregues ao descaso e abandono em Manaus

Falta de infraestrutura nas praças e parques estão afastando os visitantes e viram alvo de depredação por parte de vândalos da cidade

A praça da Cachoeira Alta, no Tarumã (à esquerda), que faz parte do projeto Reserva da Biosfera, da Unesco, está tomada por mato e lixo. A praça Nossa Senhora de Nazaré, também não escapou da ação dos vândalos

A praça da Cachoeira Alta, no Tarumã (à esquerda), que faz parte do projeto Reserva da Biosfera, da Unesco, está tomada por mato e lixo. A praça Nossa Senhora de Nazaré, também não escapou da ação dos vândalos (Bruno Kelly e Euzivaldo Queiroz)

Os parques e praças de Manaus que poderiam ser usados para caminhadas com segurança e tranquilidade de famílias e encontro com amigos, estão perigosas, deixando cada vez mais de serem frequentados. A falta de manutenção e limpeza em várias praças e parques têm deixado o cenário da cidade comprometido. Bancos e brinquedos quebrados, pichações, arrastões, falta de serviços de jardinagem, iluminação e segurança são os principais problemas que estes lugares apresentam ao público.

Um destes exemplos é o Parque Ponte dos Bilhares, localizado no bairro Chapada, na Zona Centro-Sul, no complexo entre as avenidas Djalma Batista e Constantino Nery. Durante uma visita da reportagem de A CRÍTICA ao local para verificar a situação de um ponto turístico localizado bem no caminho para a Arena da Amazônia, que sediará os jogos realizados em Manaus na Copa de 2014, constatou-se que não havia nenhum guarda civil municipal responsável pela segurança.

O Gabinete Militar, responsável pela Guarda Municipal, informou que, somente para aquele espaço público, há um efetivo de 32 guardas, que fazem a segurança em sistema de escala. Porém, frequentadores do local relatam que a segurança no local está deixando a desejar. “Eles (guardas) deveriam percorrer o local e permanecer no parque, mas não, quando aparecem, logo vão embora”, comentou a professora Raimunda Souza, 36.

Ainda no Parque dos Bilhares, as duas praças visitadas estavam em péssimo estado de conservação, com bancos quebrados e mato crescido. O problema soma-se e amplia a falta de segurança, principalmente, durante a noite, na opinião dos frequentadores. “As pessoas que vêm pra cá colocam som alto, usam bebida e droga. Sempre tem roubos e confusão. Isso, além do local estar toda depredado, o que atrai esse tipo de gente”, disse o aposentado Rogério Dias,55, frequentador.

Insegurança

A Praia da Ponta Negra, Zona Oeste, voltou a ser um dos cartões postais mais importantes da cidade e está toda reformada. O anfiteatro foi recuperado, as quadras de esporte estão pontas para receber o público, e alguns restaurantes, com ampla vista para o Rio Negro, tornaram-se ponto de referência tanto ao turismo internacional quanto a população manauara.

Entretanto, no último dia 16 de março aconteceu um arrastão onde varias pessoas que estavam fazendo caminhada no calçadão e conversando foram surpreendidas por um grupo de assaltantes, que usaram da violência física. “Um ponto turístico tão lindo, mas que não oferece segurança, não adianta, pensei que agora essa nova Ponta Negra ficaria melhor, sem violência, mas me enganei, se não tiver policiamento logo voltará a ser como antes, feia e mal frequentada”, comentou o engenheiro Arthur Lopes, 40.

Modelo a seguir nas outras áreas

A Praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como Praça da Polícia, já se tornou referência no centro histórico de Manaus. A praça é a mais arborizada de todo o centro da cidade e conta com várias espécies vegetais da região amazônica, todas devidamente identificadas por placas, incluindo uma grande Sibipiruna, árvore de copa frondosa e tronco esbranquiçado que, iluminada à noite, ser torna uma bela paisagem.

Cercada de monumentos históricos e esculturas espalhadas em toda sua extensão e frequentada principalmente por estudantes e casais de namorados, a praça é considerada segura por seus frequentadores. Todos os dias, a partir das 18h, ocorre o chamado “balé das águas”, no qual jatos de água iluminados dançam ao som dos mais variados estilos musicais. A Praça conta também com um belo e centenário coreto feito de ferro com detalhes em vidro. Situado bem no centro da praça, ele serve de palco para concertos de música clássica que ocorrem periodicamente.

“Adoro essa praça! Sempre estou por aqui, porque fico esperando minha namorada que trabalha aqui perto, e me sinto seguro. Todos os dias venho buscá-la no trabalho e nunca fui assaltado. Sempre tem policiamento por perto”, afirmou o motorista Lucio Gomes, 30.

Apesar de ser localizado atrás de uma unidade prisional, outro também considerado bonito e seguro é o Parque Jefferson Perez, no Centro. Quem freqüenta o local afirma que é o parque é tranquilo e bem frequentado. “Esse Parque é muito bom. Sempre venho aqui e trago meu filho para brincar. Tem policiamento e outras crianças também. É calmo e organizado”, observou a dona de casa Luiza Andrade, 30.