Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Preço da cesta básica volta a subir em Manaus, segundo Dieese

Manaus aparece em 11º lugar entre as capitais com a cesta mais cara do país, no levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Consumidores sentem no bolso a sensação

Uma comissão será formada para reavaliar os itens da cesta básica em relação aos impostos incidentes nos produtos

Os grandes vilões da elevação dos preços em abril, segundo os dados do Dieese, foram o açúcar, o pão francês e a banana prata, respectivamente (acritica.com)

Após dois meses registrando quedas consecutivas, o preço da cesta básica em Manaus voltou a subir. Em abril, o consumidor da cidade gastou, em média, R$ 309,66 para abastecer o carrinho de compras com os doze itens alimentícios essenciais. O valor equivale a um acréscimo de 0,48% na comparação com o mês anterior e de 0,63% no acumulado do ano, de acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira (08) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Embora continue sendo considerado “salgado” para a maior parte da população, o preço do conjunto de alimentos em supermercados e feiras locais possibilitou a Manaus sair do 3º lugar entre as capitais com a cesta mais cara do país em fevereiro, e pelo segundo mês seguido (março e abril) se manter na 11ª posição entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento.

Entretanto, de acordo com o supervisor técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas, a posição ocupada por Manaus no ranking repete o comportamento do mês anterior, sendo reflexo de aumentos ainda mais expressivos ocorridos em outras capitais analisadas. “O valor segue elevado e continua a comprometer quase 50% da renda de um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal, em Manaus”, avaliou.

População reclama

Conforme o levantamento, mesmo com o valor da cesta em abril tendo registrado alta frente a março, na comparação com abril do ano passado, houve uma queda de 8,83%. Apesar do índice, os consumidores locais não notaram esta retração e se mostraram insatisfeitos com os preços praticados nas prateleiras dos supermercados.

O professor universitário, Mário Galvão, 51, conta que o salário há muito tempo não comporta o preço dos alimentos na cidade. Para ele, itens como farinha, tomate e banana são os que mais pesam no bolso. “Uma banana pacovã vendida a R$ 2 e o quilo da farinha na faixa de R$ 12, estão longe de ser preços razoáveis”, queixou-se.

Itens

Os grandes vilões da elevação dos preços em abril, segundo os dados do Dieese, foram o açúcar, o pão francês e a banana prata, respectivamente.

Para o Dieese, os impactos nos produtos foram causados, no primeiro caso, pelo desvio da cana de açúcar para a produção de etanol deixando o açúcar para consumo mais escasso no mercado, pelo regime de cheia dos rios, prejudicando culturas de várzea como a da banana, no segundo caso, e as oscilações na taxa cambial que controlam o preço do trigo importado para a produção do pão, na terceira situação.