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Prefeitura finaliza limpeza de via atingida pela cheia do rio Negro no Centro de Manaus

Rua dos Barés ficou três meses inundada e nesta terça-feira (5), com a vazante acelerando o ritmo, área foi limpa para receber a circulação de carros

Operários retiravam, nesta terça-feira (5), lixo e lama deixados pelas águas do rio Negro, que ficaram durante três meses inundando a pista e os imóveis da rua dos Barés

Operários retiravam, nesta terça-feira (5), lixo e lama deixados pelas águas do rio Negro, que ficaram durante três meses inundando a pista e os imóveis da rua dos Barés (Márcio Silva)

A rua dos Barés, no Centro, foi a última via atingida pela cheia do rio Negro deste ano a ser limpa depois que o nível das águas baixou. O serviço iniciou no sábado e foi encerrado na tarde desta terça-feira (5) pela Prefeitura de Manaus, com a retirada de entulho e lama que ficaram acumulados durante três meses no local.

O serviço só foi possível porque a água que inundava a via baixou na última semana quando o rio Negro começou a baixar 4 centímetros no dia 29 e 5 centímetros no dia 1º. Ontem o nível do rio Negro baixou 5 centímetros pelo terceiro dia consecutivo atingido a marca de 28,89 metros.

A penúltima rua a receber o serviço de limpeza, no Centro, foi a Barão de São Domingo. De acordo com comerciantes que atuam na rua dos Barés, a via é a primeira a ser inundada pela subida do rio Negro e a última a secar por estar localizada no trecho mais baixo da área. A rua dos Barés foi interditada no trecho entre a rua Pedro Botelho e avenida Joaquim Nabuco, em maio deste ano, depois que o tráfego de veículos se tornou inviável devido a subida das águas. Com a interdição, quem segue pela rua dos Barés precisou entrar à esquerda na avenida Joaquim Nabuco e seguir até as ruas Miranda Leão ou dos Andradas para acessar a avenida Lourenço da Silva Braga, na Manaus Moderna.

A limpeza é a última etapa para a liberação do tráfego de veículos na rua dos Barés. Se na rua o trabalho é pesado para os agentes de limpeza pública, nos comércios localizados na rua é chegado o momento de limpar o chão, retirar paletes e marombas, piso elevado de madeira sob a água.

A distribuidora do comerciante Francisco Flavio de Oliveira, 47, fica localizada no trecho interditado na rua dos Barés. Ele contou que nos três meses que o local ficou inundado amargou um prejuízo de R$ 30 mil. “Deixei de vender muito e o movimento caiu de 30% a 40%. Em outras épocas do ano o cliente para o carro na frente da loja e compra os produtos, mas durante a cheia não tem como chegar à loja se não for nas pontes. Se o cliente comprava a mercadoria tinha que carregar nas costas ou pagar alguém para carregar”, disse.

O comerciante Eldo Oliveira, 36, disse que o problema se repete desde a cheia de 2009 e apenas piora ano a ano. Oliveira afirmou que, apesar do pouco tempo que o rio baixou, está se preparando para a cheia de 2015. “Sei que ano que vem vai ser assim ou pior e, por isso, vou levantar a calçada para dificultar a entrada da água na loja e quando o rio encher e alagar a rua vou construir uma ponte própria na rua para garantir a passagem dos clientes porque a ponte que a prefeitura construiu não atendeu as necessidades, além de ser muito frágil”, desabafou.

Segundo Oliveira, outro problema causado pela cheia é o mau cheiro. A rua é inundada pela água que retorna do esgoto. A prefeitura e a empresa a Manaus Ambiental realizaram algumas vezes o processo de descontaminação das águas nas ruas dos Barés e Barão de São Domingos aplicando cal hidratado para aumentar o PH da água. A medida ajuda a inibir a fermentação de matéria orgânica, além de eliminar vírus, fungos, bactérias, entre outros micro organismos causadoras de doenças infecciosas. Além de irritação da pele (dermatites), o contato com a água da cheia que fica acumulada por muito tempo como na rua dos Barés, pode ser causar leptospirose, febre tifóide, hepatite e amebíase.