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Prefeitura gasta R$ 4,1 mi em cinco meses para tirar toneladas de lixo em igarapés de Manaus

Além de poluir os igarapés, o mau hábito que o manauara insiste em cultivar custa quase um milhão por mês aos cofres públicos, em ações de limpeza

Segundo a Semulsp, a maior parte do lixo vem das ruas, e não das casas localizadas às margens dos igarapés

Segundo a Semulsp, a maior parte do lixo vem das ruas, e não das casas localizadas às margens dos igarapés (Antonio Lima)

O mau hábito de jogar lixo nos igarapés de Manaus custou mais de R$ 4.198 milhões ao bolso da própria população, somente nos primeiros cinco meses deste ano. No mesmo período do ano passado, a Prefeitura de Manaus gastou mais de R$ 3.804 milhões com o serviço.

O valor corresponde a 3.986 toneladas de lixo, retiradas de uma extensão de 42,5 quilômetros de igarapé da capital, onde é possível entrar com pequenas embarcações. O valor também inclui a mão-de-obra, além de equipamentos utilizados no serviço, tais como, escavadeiras hidráulicas, aluguel de balsas e contratação de garis.

São 797 toneladas de lixo retiradas dos igarapés por mês e 26,5 por dia, quantidade que depõe contra Manaus como uma cidade com apelo ambiental. O rio Negro está baixando de 4 a 6 centímetros por dia, o que faz o lixo acumulado em pontes, que funcionam como barreiras nos igarapés, levem a manter a mesma quantidade de material retirados da água por dia e mês, apesar da vazante.

‘Culpados’

De acordo com a Semulsp, há poucos anos, pensava-se que os responsáveis pela sujeira eram apenas moradores de palafitas dentro ou próximo dos igarapés. Contudo, levantamentos realizados pela pasta mostraram que grande parte do lixo nos igarapés é jogado, em via pública, por pessoas que moram ou passam de carro próximas aos cursos d’água e atiram os materiais pela janela. O lixo vai parar na água, segundo a secretaria, com a ação da chuva, mas antes passa pela rede de esgoto e seguem para os igarapés em direção ao rio Negro, quando não entope a rede de drenagem. LimpezaTrês equipes de 30 pessoas atuam na retirada do lixo em três diferentes igarapés todos os dias. O trabalho custa caro, segundo a Semuslp, porque a maioria dos cursos d’água não permite a entrada de grandes embarcações e o material coletado é muito mais pesado que o lixo doméstico.

Duas balsas usadas na limpeza atuam somente nos igarapés do São Raimundo e Educando, além da orla do rio Negro, no trecho da Manaus Moderna. Nos igarapés estreitos e rasos são usadas canoas, mas onde elas não podem ser usadas os agentes de limpeza fazer o procedimento chamado de “pesca do lixo”, no qual usam um rede de arame com garrafas PETs para puxar o lixo.

Trabalho de risco

Em muitos locais, os garis precisam entrar na água para retirar o lixo que fica preso e submerso. Eles ficam com a água contaminada até o pescoço, em alguns casos, mas com equipamentos de proteção individual (EPI), tais como macacão impermeável e luvas. Além de caro, o trabalho é perigoso para quem precisa retirar o lixo que poderia ser evitado caso a população tivesse atitudes corretas.

A Semulsp acredita que somente com a mudança de pensamento e atitude os igarapés poderão voltar a ser limpos novamente. Caso contrário, permanecerá o circulo vicioso de retirar o lixo que é novamente jogado. Para mudar a consciência da população, o município gasta R$ 133,922 mil com a conscientização de pessoas, por meio da Comissão Especial de Divulgação e Orientação da Política de Limpeza Pública (Cedolp).