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Proposta de crematório público vem à tona com cemitérios lotados em Manaus

Criação do projeto anunciada pelas duas últimas gestões é ‘ressuscitada’ pela Semulsp para minimizar o problema de falta de vagas em cemitérios

A proposta de criação de um crematório público já foi levantada outras vezes pela gestão municipal, como forma de tentar minimizar o problema de falta de vagas em cemitérios como o São João Batista, o mais tradicional e superlotado

A proposta de criação de um crematório público já foi levantada outras vezes pela gestão municipal, como forma de tentar minimizar o problema de falta de vagas em cemitérios como o São João Batista, o mais tradicional e superlotado (Euzivaldo Queiroz)

A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) deve concluir em 90 dias um projeto que criará novas regras de uso dos cemitérios de Manaus e alternativas para a falta de vagas para sepultamentos em Manaus. Em meio às mudanças, a proposta de criação de um crematório público foi mais uma vez “desenterrada”. Nas gestões Serafim Corrêa (PSB) e Amazonino Mendes (PDT), a PMM analisou criar o serviço. O crematório, que não saiu do papel, será mais uma vez objeto de estudo.

Para o secretário da Semulsp, Paulo Farias, o positivo é que, numa reunião com o prefeito, na quarta-feira, recebeu o aval para apresentar um projeto para o setor. Farias informou que uma equipe da Semulsp e da Procuradoria Geral do Município (PGM) dará formato à proposta.

 “Isso é importante. O prefeito nos deu seu aval e vamos apresentar o projeto. Serão novas regras a tudo que diz respeito ao sistema de sepultamento, incluindo a criação de um crematório público e devemos mexer em alguns aspectos legais”, afirmou o secretário.

Farias não descartou que ha ja mudanças em regras de uso de túmulos que há décadas pertencem a determinados grupos familiares. “A gente precisa entender que as regras devem ser estabelecidas à luz dos tempos em que elas são criadas. Vamos verificar o que é exequível”, respondeu, ao ser questionado sobre o assunto.

Projeto

O titular da Semulsp afirmou que não tem conhecimento de outros crematórios públicos no País. “Já pedimos do departamento sanitário da secretaria os primeiros trabalhos no desenho do sepultamento”, declarou.

Ele afirmou que o crematório é uma forma de modernizar o sistema e de se criar uma alternativa à superlotação dos cemitérios da cidade. O crematório também servirá para atender a demandas criadas por hospitais da cidade no caso, por exemplo, de amputações.

Solução em amputações

Farias explicou que, por determinação da legislação, o resultado das amputações não pode ser tratado com resíduos hospitalares e deve receber o mesmo tratamento de cadáveres. “São enterrados em áreas específicas dos cemitérios”.

Farias afirmou que em 90 dias o projeto será apresentado ao prefeito e só depois poderá ser disponibilizado ao conhecimento público.

História

Embora crematórios públicos ou privados não estejam no rol de serviços disponibilizados à população no Amazonas, há registros históricos da prática de cremação anteriores ao calendários ocidental. Com a cremação, o cadáver é reduzido a pó. De acordo com a Editora Abril, um corpo de 70 quilos chega a 1 quilo de cinzas. A legislação brasileira prevê a cremação como um direito, basta que a pessoa deixe a vontade registrada em cartório para que a família tome os procedimentos.