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Reforma na Praça dos Remédios segue em ‘passos lentos’

Com poucos operários trabalhando e muita coisa aparentemente por fazer, revitalização não será concluída no prazo anunciado pelo Governo do Estado

Na manhã desta segunda-feira (03), poucos operários trabalhavam no canteiro de obras, os bancos da praça ainda estavam pixados e, materiais de construção, empilhados

Na manhã desta segunda-feira (03), poucos operários trabalhavam no canteiro de obras, os bancos da praça ainda estavam pixados e, materiais de construção, empilhados (Antonio Menezes)

A revitalização da Praça dos Remédios, no Centro, está a 38 dias da data anunciada pelo Governo do Estado para conclusão da obra. Porém, os serviços caminham a passos lentos no canteiro de obras e, quem trabalha próximo ao local, começa a ficar em dúvida sobre o cumprimento do cronograma. A praça foi fechada com tapumes (telhas) em setembro de 2013, período que marcou o início da obra de revitalização, recuperação e urbanização anunciada pelo Governo do Estado, ao custo de R$ 1.93.682,60.

No entanto, na área de intervenção, grande parte do trabalho ainda está por fazer. Os bancos, por exemplo, continuam da mesma maneira como estavam antes da reforma, pichados e danificados. Poucos operários trabalham no local. Tijolos, areia e madeira, entre outros materiais utilizados na construção, estão distribuídos na praça. Uma das frentes principais de trabalho está concentrada na restauração do monumento no centro da praça dedicado ao “Cristo Rei”. Ele foi criado em 2 de junho de 1945 e também deve receber iluminação especial.

A praça está totalmente fechada e só pode ser vista por quem passa em caminhões ou está em prédios próximos. É possível ver que o calçamento foi todo recuperado em calcário português branco, enquanto que o jardim continua danificado.

Reduto esquecido

A praça dos remédios foi um dos espaços de lazer mais frequentados por famílias amazonenses há algumas décadas, porém estava abandonada e servindo como abrigo para moradores de rua, ambulantes, usuários de drogas e até virou ponto para prostituição.

A última reforma que a praça recebeu foi em 2003. Desde então, não houve qualquer tipo de manutenção. A falta de atenção ao longo de dez anos levou o logradouro à total degradação. Em junho de 2013, o governador Omar Aziz anunciou a reforma não só da praça, mas também da igreja Nossa Senhora dos Remédios. O projeto foi elaborado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC), submetido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e aprovado.

A praça fica entre as ruas Miranda Leão, Leovegildo Coelho, coronel Sérgio Pessoa e rua dos Barés, onde também está localizado o antigo prédio da primeira Faculdade de Direito do País e a igreja Nossa Senhora dos Remédios.

A revitalização da praça segue o cronograma de recuperação do patrimônio histórico de Centro da cidade. Além da obra da praça, o Largo São Sebastião e as praças Heliodoro Balbi, Congresso e Jefferson Péres passaram pelo mesmo processo.

Seinfra e SEC conflitam sobre obra

O secretário estadual de Cultura, Robério Braga, informou, por meio de assessoria, que 60% da obra já foi concluída, mas ainda resta a pavimentação em pedra portuguesa, lixeiras, bancos e executar o paisagismo.

Já de acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, a obra, que custou R$ 1,09 milhão, está com apenas 11,85% dos trabalhos concluídos.

Segundo Robério, o cronograma que previa a conclusão dos trabalhos na praça no dia 14 de março deste ano pode não ser cumprido, mas a secretaria garantiu que procura adequar o andamento das obras para que a praça seja entregue até o dia 30 de março.

A praça foi criada em 1899 e sofreu várias modificações no traçado original. O projeto da revitalização está baseado em registros históricos que estão sendo usados para devolver o aspecto original ao logradouro atual.