Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

SMTU retira parada de ônibus irregular e usuários ficam a mercê de sol e chuva em Manaus

Parada de ônibus improvisada e construída por pintor na avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, foi retirada, mas mesmo assim usuários precisam usá-la

Ponto de ônibus improvisado foi desmontado pela prefeitura e usuários aguardam abrigo padronizado

Ponto de ônibus improvisado foi desmontado pela prefeitura e usuários aguardam abrigo padronizado (Euzivaldo Queiroz)

Os moradores do bairro Santo Antônio e Vila da Prata, Zona Centro-Sul, reclamam que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) retirou um ponto de ônibus improvisado na avenida Brasil, próximo ao Centro de Convivência Madalena Arce Daou, Zona Oeste, e não colocou outro padronizado no lugar. Mesmo a céu aberto, crianças, idosos, estudantes e trabalhadores continuam usando o local e se expondo ao sol e à chuva.

João Pereira da costa, 59, usuário que todos os dias fica na parada à espera do ônibus, disse que a cobertura improvisada foi retirada na última terça-feira e desde então os usuários ficaram a espera do coletivo sem cobertura nenhuma. “Isso é uma falta de respeito, tiraram a parada, o senhor que construiu a cobertura improvisada fez o maior esforço para termos um abrigo humilde, mas pelo menos tínhamos onde nos esconder do sol”, contou.

A parada foi construída pelo pintor João Correia Pimentel, 51. A esposa dele Francisca Pereira do Nascimento, 45, contou que João vendia bombons na parada e com a renda ajudava nas despesas de casa. “Meu marido esta doente, ficou triste com a retirada da parada, ele não pode mais vender os bombons, mas ele disse que vai voltar, assim que ficar bom e vai colocar uma lona para as pessoas se protegerem do sol”, contou Francisca, acrescentando que a parada mais próxima do lugar fica aproximadamente a 250 metros.

De acordo com os moradores, a madeira e a lona para a construção da parada foi conseguida a partir de doações dos próprios moradores. E João construiu depois de duas semanas .

Isabel Souza Castro, 31, todos os dias leva os três filhos para a escola e disse que é difícil ficar no ponto sem ter proteção. “Os nossos governantes acham pouco o que a gente passa, não basta ficar uma hora esperando o ônibus, temos que ficar no sol quente. Eu fico com pena dos meus filhos”, afirmou Isabel.

Kelly Pinto Paiva, 28, diz que os moradores já fizeram um abaixo-assinado pedindo a construção da parada, mas nunca foram atendidos pela SMTU. “João não é o responsável em construir paradas, essa situação é antiga, o ponto está nesse local há pelo menos seis anos, a prefeitura tem que fazer alguma coisa”, disse Kelly Paiva.

Pedestres

Outra reclamação dos moradores é a falta de respeito dos condutores com os pedestres. “Os motoristas não respeitam, por mais que a gente faça sinal, eles não param, o que adianta essa faixa se não serve para nada” comentou a secretária Jéssica Pereira da Costa, 22.