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Samu e Manaustrans testam inglês de servidores em simulação de atendimento à turistas

A açãofoi realizada no Complexo Turístico da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, onde será realizado o Fifa Fan Fest, evento cultural ligado à Copa do Mundo de 2014. Os servidores públicos tiveram apenas 90 horas de aulas

Servidores simularam o atropelamento de uma turista e os primeiros socorros a ela em inglês

Servidores simularam o atropelamento de uma turista e os primeiros socorros a ela em inglês (Bruno Kelly)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) realizaram, nesta sexta-feira (16), uma simulação de emergência para testar o inglês dos servidores públicos no atendimento a turistas que virão a Manaus, em função da Copa do Mundo de Futebol.

A ação ocorreu no Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, onde será realizado o Fifa Fan Fest, evento cultural ligado à Copa e que deve receber visitantes de vários países.

A simulação foi uma aula prática de inglês prevista no Programa de Capacitação em Idiomas - Manaus Copa 2014, da Escola de Serviço Público Municipal (ESPI). Os servidores simularam o atropelamento de uma turista e os primeiros socorros a ela em inglês. Enquanto pessoas comuns levam de três a cinco anos para aprender a falar inglês em escolas de idiomas, os servidores tiveram apenas 60 horas de curso no ano passado e mais 30 este ano, no chamado intensivo que está sendo finalizando, totalizando 90 horas.

Todos foram honestos ao afirmar que o tempo de curso não foi suficiente para aprender a língua estrangeira e eles se limitam a frases básicas que possibilitam entendimento mínimo em situação de emergência e primeiros socorros. Os servidores aprenderam frases prontas para saber do turista, por exemplo, onde está sentindo dor ou se é alérgico a algum tipo de medicamento, dentre outras. Os servidores também memorizaram frases tranquilizadoras para que o turista que esteja ferido ou sentindo dor possa permitir que os primeiros socorros sejam realizados.

Tanto servidores do Samu quanto do Manaustrans aprenderam palavras e frases específicas de suas áreas de atuação. Para o Samu, por exemplo, apenas palavras usadas na área de saúde e ao Manaustrans as que indicam sinalização, ruas, trânsito, pare, siga, dentre outras. No caso de um diálogo mais complexo no qual o turista queira argumentar outros pontos, os servidores que não tiveram tal treinamento levarão com eles um mini manual de bolso.

A versão do livro deve ser finalizada na próxima segunda-feira e depois será impressa e entregue aos servidores. Nela, além de orientações para Samu e Manaustrans, haverá frases para a Guarda Municipal.

Para a técnica de enfermagem, Anastácia Gomes, 41, que há quatro anos atua no Samu, o curso continua como iniciativa positiva, mas ressalta que seriam necessários três anos para que ela e seus colegas pudessem atender melhor pessoas falando inglês. “Hoje podemos fazer o mínimo com frases em inglês, mas a duração do curso e o tempo para aprender foi muito curto”, avaliou.

Conteúdo elaborado conforme termos usuais

Faltando 26 dias para a Copa do Mundo de 2014, a professora de inglês Conceição Vale está confiante de que a maioria dos servidores que participaram do curso está preparada para fazer o atendimento em inglês aos turistas. Ele explicou que, com raras exceções, os servidores chegaram à primeira aula sem nenhuma experiência com a língua estrangeira, mas aos poucos foram se familiarizando com ela por meio de métodos práticos. “Pode confiar que 90% deles estão prontos para atender o turista da mesma forma que atendem brasileiros”, disse.

A professora ressaltou que o material de ensino foi elaborado por meio de estudo junto aos próprios agentes para saber os termos técnicos que eles usam e como se comunicam com a população local em suas áreas de atuação. “Foi um trabalho de coleta de dados para fazer com que tivessem um aproveitamento melhor de tudo o que estão habituados a dizer, mas aprendendo isso em outro idioma”, destacou.

A técnica de enfermagem Joana Carla Amaral, 32, atua no Samu há quatro anos e confirmou que os mesmos termos que utilizam cotidianamente foram levados para o inglês, facilitando a compreensão daquilo que precisa dizer ao paciente.

“Uma vez fui acionada numa ocorrência para ir ao aeroporto porque um americano desembarcou passando mal. Tivemos que fazer o resgate, mas na hora da abordagem foi muito difícil porque não sabíamos como falar com ele. Foi preciso um intérprete para descobrir que o paciente era diabético e tinha esquecido o medicamento na viagem. Se acontecesse agora, teria como perguntar isso e entender o paciente, pelo menos, no básico”, disse.