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Autoridades pedem ajuda à população para capturar foragidos perigosos do Compaj

Secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, espera que a população denuncie localização de presos perigosos que driblaram esquema do Complexo Penitenciário

A polícia divulgou a imagem dos seis detentos que conseguiram escapar do Compaj, entre eles Jefferson, já recapturado

A polícia divulgou a imagem dos seis detentos que conseguiram escapar do Compaj, entre eles Jefferson, já recapturado (Divulgação)

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Paulo Roberto Vital, disse nesta terça-feira (29), que a polícia está “esperando” a população denunciar, por meio do telefone 181, a localização do “mentor intelectual” da facção criminosa Família do Norte (FDN), o homicida Gelson Carnaúba, e dos “soldados” dele, Adalberto Salomão Guedes da Silva, Geremias Ribeiro da Silva, o “Jerê”, Kaio Wellington Cardoso dos Santos e Vagner Castro Pontes, para prendê-los.

O bando fugiu do Complexo Penitenciário Anínsio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da rodovia BR-174, na madrugada de sábado. O sexto integrante do grupo, o assaltante e homicida Jefferson Oliveira da Silva, foi recapturado nesta terça-feira.

Perigosos

Os presos são considerados de alta periculosidade pelo secretário. Carnaúba foi condenado por ter comandado a maior chacina da história do Sistema Penitenciário, em 2002, quando 11 pessoas foram mortas, algumas com requinte de crueldade. Adalberto Salomão responde a quatro processos por homicídio, Jerê responde por seis mortes e é o principal suspeito de participar do assassinato do microempresário e ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) Elgo Jobel Fernandes Guerreiro, o “Jobel”, morto no dia 8 de julho deste ano, na Feira de Artesanato da avenida Eduardo Ribeiro, Centro.

Caio é assaltante e homicida. Ele é acusado de ter participado da morte do policial civil Washington Afonso Simões, no estacionamento de um shopping de Manaus, e Jefferson é homicida e assaltante. Todos foram recrutados por Carnaúba para serem seus “soldados”.

Investigações

A forma como aconteceu a fuga do Compaj intrigou as autoridades de segurança, mas até ontem ainda não havia nenhuma novidade sobre as investigações. O secretário de Justiça e de Direitos Humanos, Loismar Bonates, informou que foi instaurado procedimento administrativo para apurar as responsabilidades. Até ontem, todos os servidores e o diretor da unidade no dia da fuga permaneciam trabalhando normalmente, segundo informações da Sejus.

Informações conseguidas ontem com a polícia dão conta de que a fuga de Carnaúba e seus soldados foi muito bem planejada. O mesmo é condenado a 120 anos de prisão em regime fechado pela morte de 11 presos que cumpriam pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 2002.