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Sejus transfere detentas ao Centro de Detenção Provisória Feminino em Manaus

Secretaria deve concluir, até segunda-feira, a mudança das 270 presas provisórias que ocupavam a centenária Cadeia Feminina da capital amazonense

A nova unidade prisional deve receber as 270 internas da superlotada Cadeia Pública, que agora terão mais espaço

Detentas estão sendo levadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino, inaugurado no dia 24 de julho deste ano (Luiz Vasconcelos)

Até a próxima segunda-feira, a Secretária de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus) deve concluir o processo de transferência das 270 presas provisórias que ocupavam a centenária Cadeia Feminina de Manaus, localizada na avenida 7 de Setembro, Centro. As detentas estão sendo levadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), localizado no KM 8 da BR 174 (que liga Manaus a Boa Vista), inaugurado no dia 24 de julho deste ano, segundo informou ontem o secretário da Sejus coronel Louismar Bonates. De acordo com as informações dadas pelo secretário, a previsão é a de que, até o final do próximo mês, o prédio da cadeia pública seja entregue à Secretaria de Estado da Cultura (SEC).

Nesta quarta-feira (23), aproximadamente 66 internas ainda permaneciam na antiga cadeia e a informação era de que algumas, que se intitulas como “xerifes”, identificadas como “as irmãs Lobo” – Ana Cláudia e Ana Paula Chaves Lobo - e outras que não tiveram seus nomes divulgados, estão oferecendo resistência para deixar o local e prometem “virar” (realizar uma rebelião) a cadeia. Em dezembro de 2012, Ana Cláudia Chaves incendiou uma carteira estudantil e destruiu aparelhos eletrônicos e vários objetos, dentro da carceragem, por não ter conseguido autorização para passar o Natal e o Ano Novo com a família.

Apesar do ambiente insalubre da cadeia localizada na avenida 7 de Setembro, onde as presas convivem com ratos, esgotos abertos e superlotação, as internas preferem permanecer ali devido ao fácil acesso dos familiares e, também, pelo fato de que, atualmente, elas não ficam trancadas nas celas. As internas passam o dia circulando nos corredores e ainda tem um maior espaço para o banho de sol. A unidade prisional é administrada pela Sejus.

Humanização

O secretário informou que o local para onde elas estão sendo levadas é mais humanizado, é uma instalação nova administrada pela empresa terceirizada Humanizare, que também administra outras unidades prisionais. “Ao entrar na nova cadeia cada interna recebe um kit contendo sandálias, uniformes, calcinhas e sutiãs, além de todo material de higiene, que vai desde a escova de dente ao absorvente, o que elas não tem hoje onde estão”, disse Bonates.

Bonates atribuiu a resistência das detentas à disciplina e as normas que foram estabelecidas para o funcionamento da cadeia, onde elas deverão ficar trancadas em suas celas e só sairão para o banho de sol, o que não acontece hoje na cadeia pública, na 7 de Setembro.