Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Semmas determina prazo para que famílias deixem área verde invadida em Manaus

Famílias que ainda ocupam área verde no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, têm prazo de sete dias para deixar o local

A Semmas demoliu 16 das 31 casas que foram construídas de forma irregular na área verde, mas 15, que estavam ocupadas por famílias, continuam no local

A Semmas demoliu 16 das 31 casas que foram construídas de forma irregular na área verde, mas 15, que estavam ocupadas por famílias, continuam no local (Luiz Vasconcelos)

Depois de quase uma semana da retirada de 16 casas construídas irregularmente em uma área verde, localizada no conjunto Galileia, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, as 15 famílias que permaneceram na invasão por estarem instaladas no local continuam sem saber o que fazer. Segundo a determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), as famílias notificadas têm até a próxima sexta-feira para sair da área.

De acordo com uma moradora, que não quis ser identificada, o momento é de apreensão, pois o prazo é curto e as pessoas não sabem o que fazer e nem a quem recorrer, pois a maioria está desempregada e não tem para onde mudar. A moradora reconhece que a área foi invadida, mas garante que as pessoas que moram no local não desmataram e que construíram as casas na área limpa do terreno.

Ainda de acordo com a moradora, que há um ano mora na invasão, a situação piorou quando novas casas começaram a ser construídas e as pessoas que estavam lá há mais tempo foram denunciadas.

Além de não saber para onde ir, a preocupação de todos é com o dinheiro investido nas casas construídas, que em alguns casos foi até cinco mil reais. “Ainda estou devendo todo o material que usei para levantar a casa e estou desempregada. Se perder isso aqui, não tenho mais nada”, disse a moradora.

A proposta dos moradores é que a Semmas deixe que as 15 famílias que moram no local permaneçam e cuidem da área pois, desde que as casas foram demolidas, elas alegam que não deixaram que mais ninguém construísse novamente. “Nós queremos ter uma alternativa porque, até agora, as pessoas estão vivendo sem saber o dia de amanhã”, acrescentou uma das moradoras.

Venda de lotes

Durante a demolição das casas, a Semmas detectou, ainda, demarcações de lotes, que caracterizam a venda ilegal de terrenos, e foram retiradas.

Uma investigação da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema) foi aberta para checar a denúncia da venda dos terrenos por dois homens conhecidos como “Zé Pintor” e “Cleber Loiro”. De acordo com a denúncia, os lotes eram vendidos por valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Na ocasião, uma das moradoras informou que comprou o terreno por R$ 6 mil e que já havia pago R$ 1.500.