Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Semulsp não deve colocar lixeiras nem garis em eventos da Copa 2014

Jogar o lixo no chão deverá ser, realmente, a única opção de quem for ao eventos da Fifa, segundo titular da Semulsp

A Semulsp não pretende implantar lixeiras extras na Ponta Negra, que será palco da Fan Fest durante a Copa do Mundo; Atualmente, as lixeiras que existem mal dão conta da demanda de um domingo

A Semulsp não pretende implantar lixeiras extras na Ponta Negra, que será palco da Fan Fest durante a Copa do Mundo; Atualmente, as lixeiras que existem mal dão conta da demanda de um domingo (Clóvis Miranda)

Se, por um lado, Manaus quer ser conhecida como a capital do carbono zero na Copa do Mundo de 2014, por outro, pode ser lembrada como a cidade-sede do lixo. Isso porque, segundo o titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos (Semulsp), Paulo Farias, a secretaria não deve destacar agentes de limpeza nem instalar lixeiras nos eventos da Fifa, como o Fan Fest, que terá como palco a Ponta Negra.

“A partir de uma certa densidade (de pessoas) não tem como trabalhar com equipes de limpeza, não dá para ficar alguém varrendo, ou achar que um cara que está no palco vai sair de onde ele está para ir na lixeira jogar uma latinha de cerveja. O Fan Fest, pelo que a gente está prevendo, vai ser um evento em que as pessoas não vão ter mobilidade para cuidar do lixo. As pessoas vão jogar o lixo no chão”, declarou.

E, pelo que Farias adiantou sobre o planejamento da limpeza urbana para os eventos ligados à Copa do Mundo, jogar o lixo no chão deverá ser, realmente, a única opção de quem for ao Fan Fest, por exemplo, uma vez que a Semulsp não pretende instalar lixeiras extras para dar conta demanda de amazonenses e dos mais de 100 mil turistas que são esperados durante os 12 dias de jogos do mundial em Manaus.

“As lixeiras que estão nas ruas permanecem, mas não se coloca lixeiras móveis, porque não tem efeito. Dependendo da densidade do evento, é melhor retirar as lixeiras para que elas não virem objeto de arremesso”, justificou.

O secretário Paulo Farias alega que a secretaria não tem responsabilidade pelo recolhimento de resíduos em locais de grandes eventos. Segundo ele, a competência de recolher esse lixo é dos fabricantes e distribuidores de produtos como água mineral e refrigerantes, dois dos itens que mais devem gerar volume de resíduos na Copa. “A lei 12.305 diz que a responsabilidade pós-consumo desses produtos é dos fabricantes e distribuidores. A prefeitura vai dar o apoio, mas quem tem que bancar a logística no exército da Copa são os fabricantes”, afirmou.

Convênios

Com relação aos jogos da Copa, que acontecem entre os dias 14 e 26 de junho, o secretário informou que a Semulsp pretende adotar o mesmo modelo implantado no Boi Manaus, em que os distribuidores de bebidas, por exemplo, firmaram convênio com o Movimento dos Catadores para a coleta seletiva de lixo durante o evento. “A questão da coleta seletiva do Boi Manaus foi perfeita. O distribuidor assinou um contrato com os grupos de catadores e a secretaria monitorou a alteração, mas a relação formal era direta entre o distribuidor e os catadores, que é o que a lei prevê e é isso que nós estamos fincando o pé, com relação à Copa do Mundo”, acrescentou.

Segundo ele, em eventos onde há uma grande concentração de pessoas fica “impossível” realizar uma operação de limpeza. Na área da Ponta Negra, por exemplo, onde acontecerá o Fan Fest, os agentes de limpeza só devem passar no dia seguinte, recolhendo o lixo das lixeiras.

Coleta ‘de favor’ só para as empresas e hospitais

A mesma secretaria que não pretende atuar na coleta seletiva de lixo no Fan Fest, por alegar não ter responsabilidade pela geração de resíduos em grandes eventos, continua fazendo a coleta de resíduos hospitalares e industriais, mesmo sendo essa uma competência das empresas privadas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e uma portatia, da própria Semulsp, determinam a obrigatoriedade das empresas e hospitais a dar destinação aos resíduos gerados por elas e proíbem o despejo desses materiais no aterro de Manaus, no km 19 da AM-010, para onde eles são levados, atualmente. De acordo com a lei, o aterro deveria receber apenas resíduos da classe 2, que inclui o lixo doméstico, de limpeza e orgânicos.

Segundo o diretor jurídico da Semulsp, Eisenhower Campos, a Semulsp não tem obrigação, mas contribui com o aterro dos lixos das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). “A gente recebe, com algumas restrições, os resíduos gerados por terceiros, que é da saúde e da indústria. Mas a lei diz que eles é que tem que têm que dar destinação adequada. Como a gente está passando por um processo de adaptação, tem essa tolerância” declarou Eisenhower.

O diretor jurídico ainda ressalta que a falha está na falta de consciência das empresas, que não possuem aterros. “Tem que mudar a mentalidade do empresário”.