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Trabalhadores selecionados para atuar dentro da Arena da Amazônia estão insatisfeitos

A empresa responsável pelo comércio dentro do estádio, durante a Copa o Mundo, propôs que os ambulantes recebam R$ 0,25 para cada venda, independente do valor estabelecido para o produto. Vendedores quererm mais

Presidente do Sindicato dos Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena defende que empresa pague aos trabalhadores 30% do valor dos produtos vendidos

Presidente do Sindicato dos Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena defende que empresa pague aos trabalhadores 30% do valor dos produtos vendidos (Luiz Vasconcelos)

Os moradores e comerciantes da chamada Área de Restrição Comercial (ARC) da Copa do Mundo se reuniram nesta quinta-feira (04) com representantes do Comitê Municipal Pró Copa para Controle de Publicidade, Propaganda, de Atividades Comerciais e de Mobilidade Urbana para tirar dúvidas sobre o que será permitido durante o mundial de futebol.

Na ocasião, os representante dos 200 ambulantes que vão atuar dentro da Arena da Amazônia Vivaldo Lima, no Fan Fest na Ponta Negra e no Public View, evento realizado pela prefeitura na avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, demonstraram insatisfação com os valores que serão repassados a eles pela venda de produtos. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena, a empresa que ganhou a licitação para terceirizar o serviço de venda de produtos dos patrocinadores do evento propôs que os ambulantes recebam R$ 0,25 para cada venda, independente do valor estabelecido para o produto.

Ainda segundo o presidente do sindicato, outro problema é que ainda não foram definidos os valores do que será vendido, mesmo faltando apenas sete dias para o início dos jogos. “Se eles decidirem cobrar R$ 4 por um refrigerante, os ambulantes vão receber R$ 25 centavos”, disse Raimundo.

De acordo com Raimundo, em São Paulo os ambulantes conseguiram um acordo de 30% por produto e é isso que eles esperam conseguir em Manaus. “Não somos contra a Copa, mas é preciso pagar um preço justo pelo trabalho dos vendedores. Eles não podem só lucrar”, enfatizou o presidente do sindicato.

O gerente de projetos da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Aristóteles Almeida, informou que uma reunião com os representantes dos ambulantes e a empresa responsável pelo serviço, com intermediação da prefeitura, será agendada ainda essa semana para discutir a situação. Aristóteles disse ainda que ninguém vai ser prejudicado e que “tudo será resolvido depois de uma conversa”, pois o pedido do prefeito Artur Neto é que todos sejam absorvidos, seja na operação do evento ou de outra forma. “Se não houve um acordo dos ambulantes com a empresa que vai operar a venda, a prefeitura vai intervir e resolver a questão”, acrescentou o gerente.

Reunião para esclarecer as dúvidas

Durante a reunião pública, os moradores e, principalmente, comerciantes puderam tirar dúvidas sobre a restrição e o que ela limitará. O vice-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Telamon Firmino, esclareceu que as atividades comerciais e de publicidade e propaganda que existem nos estabelecimentos no entorno da arena permanecerão como estão.

A Lei Geral da Copa estabelece a proteção da marca da Fifa e dos símbolos da Copa, proibindo a instalação de novos cartazes, painéis e outdoors nas ruas, prédios e fachadas de estabelecimentos comerciais próximos aos estádios. Porém, os comerciantes de Manaus inseridos na área de restrição continuarão exercendo suas atividades com as propagandas existentes e sem prejuízo, mas não poderão instalar nova publicidade.

Para o gerente administrativo do Picanha Mania, Domingos Lima, as regras estão bem definidas e não haverá problema no cumprimento das mesmas.