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Bairro Japiim comemora 44 anos de existência em Manaus

Um dos mais tradicionais bairros da Zona Sul, o Japiim, surgiu e se desenvolveu em torno do Conjunto 31 de Março, data que marca o aniversário do lugar

Moradores relatam a tranquilidade de se morar no Japiim, mas destacam alguns pontos críticos, como as paradas que atendem o transporte público

Moradores relatam a tranquilidade de se morar no Japiim, mas destacam alguns pontos críticos, como as paradas que atendem o transporte público (Euzivaldo Queiroz)

O bairro Japiim, na Zona Sul, surgiu e se desenvolveu em torno do Conjunto 31 de Março, data que marca o aniversário do lugar. Por muitos anos foi marcado pela calmaria e pelo canto dos pássaros de cores preto e amarelo que deram nome ao bairro.

Porém, 44 anos depois que o conjunto residencial foi construído e recebeu seus primeiros moradores, a tranquilidade do lugar não é mais a mesma. A área cresceu e se desenvolveu, dando lugar para o intenso vai e vem de pessoas e de veículos.

Hoje as ruas dos Conjunto 31 de Março, por exemplo, são as principais rotas de fuga dos congestionamentos comuns na vizinhança, a exemplo do Distrito Industrial.

“Em quase todos os horários o movimento de carros, caminhões e ônibus tiram o silêncio do conjunto. Aquela calmaria de antes só se sente tarde da noite ou nos domingos”, conta a moradora Marinete Fonseca, 54. Há 35 anos ela mora no Japiim.

Os moradores observam diariamente que o conjunto residencial planejado não foi projetado para o futuro do lugar. “Somente as ruas principais como a avenida Américo Antony (antiga Penetração 3) e Fábio Lucena (antiga Pentração 2) são largas e conseguem, ainda que no sufoco, dar conta da demanda de carros que passam por aqui. As outras são muito estreitas e os carros se ‘espremem’ para cortar caminho”, conta funcionária pública Rosana Melo, 50.

O aposentado Luiz Roberto Araújo, 62, reside no bairro há 32 anos e diz que a área passou por constantes mudanças e por isso perdeu a característica de calmaria. “Eu gostava de tomar banho no Igarapé do 40 que fica perto daqui. Onde atualmente estão as fábricas do Distrito Industrial existiam as águas límpidas dos igarapés. Isso também faz falta, porque o bairro era perto daquilo”, lembra.

Mas para alguns moradores, como a autônoma Maria Antônia Medeiros, 58, assim como em outros bairros, a transformação do bairro também tem suas vantagens.

“Hoje contamos com agência bancária, casa lotérica, escolas, variados tipos de comércios de produtos e serviços - desde material de construção a salão de beleza, lanchonetes e academia. Temos um shopping perto de casa. Enfim, mesmo sem algumas de suas características iniciais, ainda considero o Japiim um bom lugar de se morar. Eu não penso em me mudar daqui e tenho certeza que muitos outros moradores também não”, destacou a autônoma.

Falta de infraestrutura

O bairro cresceu e se desenvolveu, mas os moradores reclamam que a infraestrutura do local ainda carece de alguns serviços. Um deles é em relação ao transporte público. Atualmente, somente três linhas de ônibus 611, 614 e 009 atendem a comunidade que utilizam o sistema. A longa espera pelos ônibus nos pontos de parada também é uma das principais reclamações dos usuários.

“Antes ainda tinha mais uma linha e 007. Mas a SMTU retirou essas linhas e nem sabemos o porquê. Em dias úteis e nos finais de semana os ônibus demoram. Se precisamos ir ao Centro da cidade fazer algo rápido, acabamos demorando mais tempo esperando o ônibus do que no Centro”, reclama a moradora Regina Souza, 25.

Outro problema apontado é a falta de sinalização semafórica na esquina da avenida Fábio Lucena com a avenida Américo Antony e da falta de fiscalização em horários de pico. “Os motoristas não respeitam a preferencial. Além disso, em horários de rush tem motorista que estaciona na esquina da via e atrapalha a passagem de ônibus e congestiona tudo”, reclama a moradora Luciana Alves, 32.