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Em 10 anos à frente do Sindicato dos Rodoviários, irmãos Oliveira promoveram 40 greves

Os irmãos Josildo e Givancir Oliveira são acusados de tornar empresários, população, prefeitura e até o Governo do Estado reféns dos interesses deles, durante os 10 anos à frente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM)

Vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, e o atual presidente e irmão dele, Givancir Oliveira, os irmãos manobram categoria com mão de ferro há 10 anos

Vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, e o atual presidente e irmão dele, Givancir Oliveira, os irmãos manobram categoria com mão de ferro há 10 anos (Arquivo/AC)

Em quase uma década à frente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), os irmãos Josildo e Givancir Oliveira são acusados de tornar empresários, população, prefeitura e até o Governo do Estado reféns dos interesses deles ao demonstrar que podem parar o transporte público, causando desordem generalizada na capital, quando quiserem.

Conforme os opositores, eles conseguem controlar a maioria dos dez mil rodoviários e usá-los como massa de manobra em paralisações, muitas ilegais, sem qualquer aviso. Eles usam uma estratégia que traz objetivos pessoais misturados a discursos pró-trabalhador, sendo que apenas 3,5 mil são sindicalizados.

Os rodoviários que se posicionam contra os irmãos Oliveira o fazem de forma velada temendo perseguição e até mesmo a perda do emprego.

A oposição é enfática ao acusar os Oliveira de defender os direitos da categoria, mas tendo como pano de fundo o desejo de permanecer no sindicato e controlar os R$ 2,5 milhões da contribuição sindical obrigatória. Cada sindicalizado tem 3% do salário destinado à entidade anualmente. O valor arrecadado pelo sindicato é maior que o orçamento de 34 municípios do Estado.

Paralisações

Josildo e Givancir realizaram, pelo menos, 40 paralisações no sistema de transporte de Manaus em quase uma década e passaram a desafiar a própria Justiça e acusá-la de corrupta como prova de influência e poder que mantêm com a categoria. Juntas as paralisações legais e ilegais aos olhos da lei, deflagradas por eles, causaram milhões de reais em prejuízo ao comércio e indústria em uma reação em cadeia na cidade.

Eles foram afastados e reconduzidos aos cargos, pelo menos, seis vezes desde que assumiram por vários motivos, entre eles, suspeita de fraude, improbidade administrativa, falta de prestação de contas, enriquecimento ilícito, entre outras acusações feitas à Justiça por rodoviários descontentes com os atos da gestão Oliveira.

Ambos respondem a processos na Justiça, sendo que Givancir chegou a ser preso durante uma greve na empresa Eucatur em agosto do ano passado. Givancir aparece em seis processos na Justiça por crimes como tráfico de drogas, injúria, ameaça, além de delitos previstos no Estatuto do Idoso, conforme consta na certidão de antecedentes criminais disponível no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM).

Ainda pesam sobre eles inúmeras suspeitas e denúncias feitas pelos próprios empresários do sistema como extorsão. Ambos cobrariam propina de R$ 40 mil a R$ 125 mil para não fazer greve no transporte. O esquema ilícito foi denunciado e ratificada pelo diretor financeiro do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram), César Tadeu Teixeira, no ano passado quando os irmãos paralisaram a empresa Líder, uma das dez que atuam no transporte público, e que pertence a Tadeu.

Os irmãos Oliveira são acusados de transformar a entidade, que deveria servir a categoria, numa casa de interesses familiares. Após assumir a entidade pela primeira vez, em 2005, Josildo demitiu, segundo o grupo se oposição, funcionários do sindicato e contratou parentes para exercer funções administravas. Atualmente, quatro membros da família Oliveira fazem parte da diretoria executiva do sindicato que tem 26 membros (Josildo, Givancir, Jaildo que foi vereador e Joisenildo). As esposas de Josildo e Givancir, uma sobrinha e um cunhado também trabalham na entidade em cargos administrativos, segundo afirma um grupo de sindicalizados.