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Tratamento para correção de lábios leporinos está paralisado desde fevereiro em Manaus

Atendimento realizado na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), nos serviços do chamado ‘Centrinho’, estão paralisados por falta de pagamento à funcionários do local

O neto de Orilene Feitoza teve o tratamento interrompido após a paralisação do atendimento feito no Centrinho

O neto de Orilene Feitoza teve o tratamento interrompido após a paralisação do atendimento feito no Centrinho (Clóvis Miranda)

Crianças que precisam fazer cirurgias para correção de lábios leporinos na unidade destinada a esses casos, localizada dentro da estrutura da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), estão aguardando atendimento desde fevereiro, quando os serviços do chamado “Centrinho”, foram suspensos por falta de pagamentos dos profissionais que atuam no local.

Apesar da situação ter se agravado em fevereiro, o “Centrinho” -, fruto de um convênio que tem o valor anual de R$ 1.360.800, entre a Organização Não Governamental (ONG) Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC) e a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), apresenta problemas desde meados do ano passado, conforme explicou Júlio Lopes, diretor da Associação de pessoas com fissuras labiopalatais do Amazonas (APFAM).

Pai de um adolescente de 16 anos, que faz tratamento desde os três meses de idade, Lopes informou que a direção do programa até agora não deu explicações sobre a interrupção das cirurgias. “A única coisa que dizem é que estão adiando as intervenções, porém, não falam os motivos. Mas sabemos que é porque os médicos não estão recebendo”, declarou.

Segundo ele, as cirurgias eram feitas aos sábados para não interromper o tratamento das pessoas com câncer.

Membros da equipe médica, que não quiseram se identificar por medo de represálias por parte da direção, confirmaram o atraso de salários.

Segundo os funcionários do Centrinho, o programa não funciona de forma adequada por falta não apenas de recursos, mas de material. Eles também questionam a situação do contrato que foi firmado entre a LACC e a Susam e disseram que já existe uma denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) sobre o problema.

Além dos médicos que realizam os procedimentos cirúrgicos, também atuam no “Centrinho” outros profissionais que fazem o tratamento complementar dos pacientes, que incluem psicólogos, odontológos e pediatras, todos também estão sem receber os salários.

Espaço cedido

Por meio de nota, a direção da FCecon ratificou que cabe à Fundação apenas a cessão do espaço para o funcionamento do Centrinho. A nota esclarece ainda que o serviço está em fase de renovação de contrato, aguardando apenas a entrega da proposta financeira do médico Gustavo Cabreira, um dos cirurgiões que atuam no serviço, a qual será encaminhada à Susam para avaliação. A Fcecon também adiantou, na nota, que a previsão para que as cirurgias voltem a ser agendadas é para o próximo mês.

Falando em nome da equipe, Cabreira disse que a questão da proposta será discutida posteriormente. “O que temos que resolver agora é a paralisação do programa e, somente retornaremos quando tudo for normalizado”, enfatizou

Prorrogação

A Susam informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o convênio foi prorrogado e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 31 do mês de março deste ano. A secretaria responsabilizou a LAAC pelo atraso na liberação dos pagamentos dos servidores.

Em nota, o órgão destacou que somente no último dia 19 de maio recebeu da Liga Amazonense Contra o Câncer, a documentação necessária para a liberação dos pagamentos referentes aos meses de março e abril. Em decorrência do atraso na entrega da documentação por parte da entidade, os pagamentos referentes aos dois meses estão programados para ocorrer, mediante análise da documentação, entre os dias 23 e 26 deste mês. A secretaria ratificou que por conta da situação de documentos, a LAAC está causando problemas no desenvolvimento do programa.

LACC

O presidente da LACC, Idelberto Dias, disse que a liga não tem culpa pelo atraso dos salários e afirmou não saber se as cirurgias estão paradas. “O Estado sempre paga com uma defasagem de 60 a 90 dias. Estamos pagando agora o mês de fevereiro porque o Estado creditou os valores apenas na segunda-feira. Mas, se as cirurgias estão paradas a culpa é da FCecon”, diz.