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UGP pede perícia em casas supostamente afetadas por obras do estádio da Colina

Moradores que vivem próximos ao estádio alegam que a empresa responsável pela obra joga dejetos como pedra, madeira e principalmente barro na rede de saneamento pública. Seis famílias seguem sofrendo com a alagação causada pelo bueiro entupido

Sem vazão, água invade as seis casas localizadas no trecho mais baixo da rua

Sem vazão, água invade as seis casas localizadas no trecho mais baixo da rua (Divulgação)

Uma perícia será realizada na rede de drenagem da rua São Raimundo, no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste, para resolver o problema que seis famílias estão sofrendo com alagação causada pela reforma do estádio Ismael Benigno, a Colina, um campos oficiais de treinamento (COTs) da Copa do Mundo da FIFA 2014.

O serviço foi pedido à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e à Prefeitura de Manaus pelo coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP), Miguel Capobiango.

O problema veio a público depois que moradores denunciaram os prejuízos que estão sofrendo. Eles alegam que a empresa responsável pela obra joga dejetos como pedra, madeira e principalmente barro na rede de saneamento pública.

Segundo o engenheiro aposentado Ricardo Lima, 60, toda vez que chove a água não tem vazão, devido o bueiro está entupido de material, e invade as seis casas localizadas no trecho mais baixo da rua. “Sempre que chove a gente procura a empresa Tecon e ela nos atende, mas só manda os funcionários dela fazerem uma limpeza nas nossas casas e o problema continua”, disse.

As primeiras reclamações sobre danos materiais causados às residências pela obra na Colina ocorreram há quase um ano e problema persiste.

Para Capobiango, a situação preocupa porque é um problema na drenagem do solo que precisa ser desobstruído. Ele confirmou o que os moradores disseram, quanto a fato do local nunca ter tido este problema antes e que passou a ocorrer depois da realização da obra.

Desde o início do período chuvoso, a água da rede de esgoto invade as casas dos moradores através de pias, ralos e até vasos sanitários. As residências ficam inundadas e os moradores perderam a conta dos prejuízos que tiveram com móveis, aparelhos elétricos e com limpeza. “Não há como controlar ou fazer a água parar de retornar pelos canos. É água de esgoto que entra na minha casa”, disse Ricardo.

Os móveis que os moradores mantiveram em casa estão podres. Eles alegam que não podem, sequer, usar o banheiro porque a água fica transbordando no local. “O que me preocupara agora é a fundação da casa. Tem um buraco crescendo na porta da minha casa e as paredes estão rachando. A calçada está toda fofa por baixo e vai cair. A água fica jorrando como um vulcão”, alertou.

Problema não é novo

Em abril do ano passado, os moradores de uma casa de três andares usada como ponto comercial, localizada ao lado do estádio da Colina, apresentou rachaduras durante o uso de máquinas pesadas na obra do CT.

O proprietário alegou que sentia dentro da casa a vibração causada pelas máquinas usadas na reconstrução do estádio. A residência também foi inundada por lama proveniente do canteiro de obras durante uma forte chuva. “Treme tudo aqui em casa. Desde que eles começaram a demolir as arquibancadas”, disse o dono, na época.

Pouco depois, à UGP acionou a Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) sobre a necessidade de desapropriação e demolição da casa. Na ocasião, a UGP informou que o intuito era preservar a segurança dos moradores e evitar qualquer acidente.