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Possível solução para trânsito caótico, uso de bicicletas como meio de transporte local cresce

Segundo dados Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 3,6% da população amazonense utiliza a bicicleta como meio de transporte, tentando fugir dos transtornos do trânsito

Há dois anos Mayk Silva, 21, abandonou o ônibus e vai todos os dias para o trabalho e para a faculdade de bicicleta

Há dois anos Mayk Silva, 21, abandonou o ônibus e vai todos os dias para o trabalho e para a faculdade de bicicleta (Luiz Vasconcelos)

O manauense adotou definitivamente a bicicleta para o lazer ou meio de transporte e hoje, em qualquer ponto da cidade, é possível encontrar um ciclista pedalando seja para ir ao trabalho, escola ou simplesmente por prazer. Segundo dados Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 3,6% da população de Manaus utiliza a bicicleta como meio de transporte.

De acordo com a pesquisa realizada pelo grupo Pedala Manaus, há uma demanda evidente sobre a bicicleta como meio de transporte, principalmente para ir ao trabalho nos horários de pico matutino e vespertino de segunda-feira a sexta-feira. A pesquisa mostra que 45% dos entrevistados utilizam a bicicleta para ir ao trabalho, seguido pelo lazer com 30% e ir à universidade com 14%. Com uma menor representatividade de viagens aparece ir à escola e curso técnico 4%, compras 4%, esporte 2% e outros 1%.

O supervisor administrativo Mayk Silva, 21, é um exemplo de quem largou o transporte coletivo e adotou a bicicleta para realizar todas as atividades do dia. Há dois anos o supervisor sai do bairro Manôa, na Zona Norte, para o trabalho na avenida Djalma Batista todos os dias e ainda segue para a faculdade no Centro.

Fuga do estressante transporte coletivo

Segundo o supervisor administrativo Mayk Silva, adotar a bicicleta como meio de transporte foi uma das melhores coisas que fez, pois, além de praticar exercício físico, deixou de enfrentar o estressante dia a dia de quem usa o deficiente sistema de transporte coletivo de Manaus. “Foi a melhor escolha, pois era muito desgastante andar de ônibus todo dia”, disse Mayk.

Apesar da demanda nos último três anos, ainda são poucos os locais que oferecem estrutura necessária para atender os amantes da bicicleta. De acordo com o coordenador do grupo Pedala Manaus, Paulo Aguiar, é possível perceber que quanto mais o ciclista tem infraestrutura, mais ele usa a bicicleta cotidianamente. “Na Ponta Negra, quando não tinha faixa liberada, era muito difícil ver pessoas pedalando, depois de colocar uma estrutura mínima, as pessoas descobriram o quanto é bom pedalar”, explicou Paulo.

Ainda de acordo com Paulo Aguiar, dois restaurantes, uma farmácia na avenida Constantino Nery, hotéis e alguns supermercados de bairro oferecem espaços para guardar as bicicletas, os chamados bicicletários, essenciais para a segurança do patrimônio maior dos nossos ciclistas.

Para Paulo essas estruturas necessárias ainda são poucas, mas já são motivos para comemorar, pois demonstra um respeito dos motoristas com os ciclistas. “A bicicleta é um veículo inserido no Código Brasileiro de Trânsito, o que falta é os motoristas entenderem qual o papel da bicicleta no trânsito, e o poder público também entender que, no dia a dia, ela vai estar contribuindo com a melhoria da cidade”, disse Paulo.