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Camelôs que foram realocados para camelódromos alegam queda de 90% em vendas

As vendas, segundo os camelôs, diminuíram drasticamente após serem realocados em espaços provisórios pela Prefeitura de Manaus


Devido a baixa procura pelos produtos, parte dos camelôs resolveram fechar suas bancas, eles reclamam da falta de estrutura

Devido a baixa procura pelos produtos, parte dos camelôs resolveram fechar suas bancas, eles reclamam da falta de estrutura (Bruno Kelly)

Uma semana após os camelôs, que atuavam nas ruas do centro da cidade, serem realocados em espaços provisórios, o clima entre eles oscila entre a esperança e a incerteza. As vendas, segundo os ambulantes, diminuíram drasticamente (em até 90%) tendo como conseguência, a queda nos lucros também. Em todos os espaços, a maioria das bancas permanece fechada.

Com uma banca, localizada no espaço provisório da avenida Epaminondas, a ambulante Rita de Cássia Santos, explica que na quinta-feira, as vendas melhoraram um pouco, mas ainda está distante do faturamento que alcançava na antiga banca, que ficava na avenida sete de setembro. “Em alguns dias chegava a tirar em média R$ 800, mas aqui nem chegou perto”, reclama. Porém, ela avalia que a população ainda está se acostumando com os novos locais. Além disso, o clima chuvoso, que perdurou por quase toda a semana, também contribuiu para afastar os compradores, especula a vendedora.

Na opinião do vendedor de peças em aço, Claiton Isaías, as vendas tendem a melhorar após o período de carnaval. “Além de estar no começo esse projeto, estamos na semana do carnaval, onde naturalmente as vendas caem. Mas, vamos ver como será na quinta-feira”, diz, confirmando que os lucros caíram. “Antes, vendia em média R$ 100, podendo em alguns dias chegar até R$ 250. Aqui não passei ainda de R$ 70”, lamenta.

No “camelódromo” da rua Miranda Leão, quase todas as bancas estão fechadas. Uma das poucas abertas, é a do vendedor Renato Clay, que mostra confiança no aumento das vendas com o tempo. “Hoje conseguir vender R$35, e nos outros dias por volta de R$ 15. Espero que tudo melhore e os consumidores cheguem”, opina ele que vendia por dia cerca de R$ 500 em jogos eletrônicos. Para ele, uma das causas do afastamento dos compradores é a falta de variedades de produtos, pois com as bancas fechadas as alternativas de compras diminuem. “Alguns colegas vieram e não conseguiram nem o dinheiro do ônibus, então deixam as bancas fechadas, o que faz com que os compradores não encontrem os produtos. Uma coisa leva a outra”, diz.

Trabalhos nas galerias

A Prefeitura inicia hoje (sábado), os trabalhos emergenciais nas três galerias que receberão os camelôs que atuavam nas ruas do centro da cidade, preparando os locais para receberem as obras previstas nos projetos das galerias definitivas.