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Acidente do Proama deixa moradores sem água por tempo indeterminado em Manaus

Engenheiro visita as zonas atingindas pelo acidente do Programa Águas para Manaus, para buscar solução em benefício das 300 mil pessoas que estão sem água

Moradores das zonas Norte e Leste se unem para comprar água ou pedem de vizinhos que possuem poços artesianos

Moradores das zonas Norte e Leste se unem para comprar água ou pedem de vizinhos que possuem poços artesianos (J. Renato Queiroz)

Sem mais opções de como conseguir água para beber, cozinhar os alimentos e tomar banho, moradores das zonas Norte e Leste estão deixando seus lares para a casa de parentes e dizem que rezar por chuva é o ultimo recurso para obter água. Desde a última terça-feira, 300 mil pessoas sofrem com o corte no fornecimento de água, devido ao acidente na Estação de Tratamento de Água (ETA) Ponta das Lages, do Programa Águas para Manaus (Proama), que interrompeu o abastecimento para a população. Ainda não há previsão de solução definitiva.

O mínimo, apenas para atender as necessidades básicas da família, é o que da dona de casa, Leide Diana, 33, moradora do bairro Grande Vitória, tem feito durante os últimos três dias. “Estamos emprestando dinheiro de vizinhos para comprar água, e ter como beber e escovar os dentes. Nem banho direito estamos tomando” disse.

Nonato Ananias Souza, 39, morador do bairro Gilberto Mestrinho, também prejudicado pela falta de fornecimento, depende da boa vontade do vizinho que tem poço em casa. “Moro a duas ruas daqui e, graças a Deus, tem este santo homem que está deixando a gente pegar água durante esses dias. Sem luz nós ainda vivemos, mas sem água não dá”, declarou Nonato.

Alguns moradores do bairro São José estão se unindo para conseguir água juntos. Eles pegam de poços artesianos e colocam em uma única caixa d’água. “Eles (moradores) fazem cota para comprar caixas d’água de 500 litros, que custam R$ 180. Só hoje vendemos três”, contou um funcionário de uma loja de materiais de construção.

Um dia após o acidente com a Estação de Tratamento de Água (ETA), o presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), Eraldo Beleza Câmara, informou que somente após a avaliação dos danos causados à ETA, localizada no Distrito Industrial 2, pelo engenheiro calculista, é que seria possível prever a normalização do serviço.

Visita de avaliação

Ainda segundo informações da Cosama, na última quarta-feira, o engenheiro projetista, Cláudio Toshio Watanabe, na última quarta-feira, visitou o local do acidente, onde uma balsa particular colidiu com a ponte que sustenta a tubulação de captação de água do Proama.

O engenheiro fará um estudo para encontrar uma solução emergencial que viabilize a continuidade do abastecimento nas áreas atendidas pelo programa. O resultado deve ser apresentado até a próxima semana.

A Manaus Ambiental implantou um rodízio de abastecimento nos Macros Setores Hidráulicos Cidade de Deus e Mutirão e a tomada do reservatório do São José. Duas equipes de manobra devem atender a área do Proama e serão disponibilizados dois veículos e oito técnicos. Quatro carros pipas foram locados para atender as áreas atingidas.