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Com a restrição de circulação de caminhão quem vai arcar com os prejuízos é você

Comércio prevê que irá arcar com custos da implantação, na próxima segunda-feira (07), de restrição adotada pela Prefeitura de Manaus a circulação de caminhões

Presidente da CDLM, Ralph Assayag lembra que comércio tem prazo de 72 horas para entregar mercadoria ao consumidor

Presidente da CDLM, Ralph Assayag lembra que comércio tem prazo de 72 horas para entregar mercadoria ao consumidor (Antonio Menezes)

A partir da próxima semana os consumidores poderão pagar mais caro por produtores adquiridos no comércio de Manaus e com entrega em domicílio. O aumento é a reação de lojistas contra a restrição de circulação de veículos pesados, adotada pela Prefeitura de Manaus em resposta ao acidente que matou 15 pessoas na última semana. A restrição começará na segunda-feira, pela avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul.

Os comerciantes afirmam que não foram ouvidos pelo município e que serão os mais prejudicados. Eles repassarão para o consumidor o custo que terão com horas extras para entregadores porque estão sendo obrigados a fazer o serviço durante a noite.

Quem for flagrado conduzindo caminhões e carretas em horário inapropriado será multado em R$ 127,69 por conta da infração considerada grave, além de perder cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A punição faz parte da fiscalização rigorosa que a prefeitura promete fazer para impedir o tráfego dos veículos. Contudo, antes de multar o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) pretende instalar placas de regulamentação para informar motoristas sobre as novas regras de circulação.

Contudo, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, alerta que tais veículos são os usados por comerciantes para entregas de geladeiras, móveis, entre outros produtos na cidade. À medida que as placas forem colocadas a restrição será ampliada para as avenidas Djalma Batista, Darcy Vargas, Ephigêncio Salles, Rodrigo Otávio, Umberto Calderaro, Mario Ipiranga, Brasil e Boulevard Álvaro Maia.

De acordo com Assayag, o município foi motivada por apelo popular e determinou a restrição sem observar os impactos no setores que atuam com caminhão, além das leis que obrigam o comerciante a entregar o prazo em 72 horas.

“É injusto com o setor responsável por 52% da arrecadação do mercado. O comércio tem três vezes mais empregados que a indústria e será o mais penalizados. A prefeitura sempre conversou com o comércio e agora agiu diferente e apenas impôs essa medida depois de um acidente que a vida de pessoas pelas quais lamentamos. Vamos ter que repassar o custo para o consumidor. As entregas terão mudar para a noite gerando problema para quem vende e para quem compra”, disse.