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Três dias após o acidente que matou 15 pessoas em Manaus, rotina em executivos é a mesma

Por lei municipal, cada micro-ônibus deveria levar somente passageiros sentados. Na maioria deles, a lotação é de 32 lugares, mas, na prática, o número sobe para quase 40

Passageiros viajam em pé num micro-ônibus do sistema executivo, cuja tarifa é de R$ 4,25

Passageiros viajam em pé num micro-ônibus do sistema executivo, cuja tarifa é de R$ 4,25 (Lucas Silva)

Nem é preciso entrar para observar a superlotação de passageiros nos micro-ônibus que operam o modal Executivo. Do lado de fora se vê a irregularidade sendo praticada pelos motoristas sem temerem o perigo.

Por lei municipal, cada veículo deveria levar somente passageiros sentados. Na maioria deles, a lotação é de 32 lugares. Mas, na prática, o número sobe para quase 40.

Testemunhas do acidente ocorrido na noite da última sexta-feira entre o micro-ônibus da linha 825 (Centro-Bairro da Paz) e uma caçamba, disseram que o veículo do modal Executivo estava com o número de passageiros acima da lotação máxima permitida. A superlotação, inclusive, levou alguns usuários a desistirem de embarcar no veículo a poucos metros do local da tragédia.

Três dias após o acidente, nada mudou. Na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, somente em dez minutos, A CRÍTICA flagrou, em frente a um centro de compras, três micro-ônibus transportando passageiros em pé. Em plena luz do dia, por volta de 12h15, sem temer qualquer tipo de fiscalização.

Num micro-ônibus da linha 842 (Boas Novas), cuja identificação do veículo era 111103, cinco passageiros seguiam viagem em pé. A irregularidade se repetia também no micro-ônibus com identificação 080602, da linha 850 (Mutirão). Pouco tempo depois, mais passageiros foram flagrados em pé dentro do micro-ônibus da linha 848 (Monte Sião), com número de identificação 231106.

A prática irregular divide opiniões. Roberto Sena*, trabalhou como motorista de micro-ônibus que atende usuários do bairro Mutirão. Ele revela que muitos motoristas do sistema deixam o número de passageiros ultrapassar o permitido para obterem mais lucro. O valor da tarifa do modal Executivo é de R$ 4,20.

“Quanto mais passageiro, o motorista vai ganhar mais também. Porém, alguns até temem serem autuados numa fiscalização e preferem não levar mais que a lotação máxima permitida. O problema é que tem usuário que também insistem porque não querem ficar esperando os ônibus convencionais”.

A universitária Rafaela Oliveira, 25, conta que já chegou a descer de um micro-ônibus antes do seu destino porque se sentiu incomodada com o calor dentro do veículo por conta da superlotação. “Naquele dia me arrependi de pagar por um serviço que deveria ser diferenciado e não era”, contou.

No modal Alternativo, que atende usuários da Zona Leste, a prática irregular ocorre a todo momento e os motoristas se recusam a falar quando são questionados sobre o transporte de passageiros em pé.