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Depois do Carnaval o que resta é o lixo de sempre nas ruas

Após a euforia dos desfiles das escolas de samba da cidade, o problema de sempre: alegorias deixadas nas ruas e muita sujeira espalhada pelo chão

No sentido avenida Loris Cordovil/Pedro Teixeira, além do lixo, carros alegóricos no meio da pista impedem o trânsito

No sentido avenida Loris Cordovil/Pedro Teixeira, além do lixo, carros alegóricos no meio da pista impedem o trânsito (J. Renato Queiroz)

Todos os anos a história se repete. Acaba o Carnaval e o entorno do Centro de Convenções de Manaus, o Sambódromo, fica, durante vários dias, cheio de carros alegóricos atrapalhando o trânsito, principalmente na avenida do Samba, localizada ao lado do Sambódromo, na Zona Centro-Oeste.

Ontem, os presidentes das escolas de samba do grupo especial garantiram que, até o final da noite, retirariam todos os carros que estavam bloqueando o trânsito. As alegorias estavam sendo recolhidas para dentro dos galpões das escolas. “Esse trabalho já era para ter terminado. O problema é que a Ativa (empresa organizadora do Carnaval) não tinha disponibilizado o guindaste. Agora o recolhimento está fluindo rapidamente e até amanhã tudo estará resolvido”, prometeu o presidente da escola de samba Grande Família, Luiz Gilberto Ferreira.

Existe um documento elaborado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e assinado por todos os presidentes de escolas de samba em que estes se responsabilizam por retirar os carros da via pública 48 horas após o desfile. Segundo o documento, caso essa determinação seja descumprida, as agremiações perderiam 20% da verba de patrocínio liberada pelo Governo no ano seguinte. “É humanamente impossível fazer a retirada dentro desse prazo, mas será bem antes que das outras vezes”, completou Luiz Gilberto.

Ney Rodrigues, presidente da escola Reino Unido da Liberdade, disse que, ao contrário do Carnaval passado, este ano todos os dirigentes se uniram no sentido de apressar a retirada dos carros. “Estamos trazendo nossa equipe de Harmonia para ajudar no trabalho e este ano vamos guardar as alegorias bem antes que no passado”, garantiu Rodrigues.

Ivan Martins Moreira, presidente da Vitória Régia, disse que as agremiações estão recebendo uma ajuda considerável dos comunitários na operação de desmonte das alegorias. “Moradores da comunidade são nossos parceiros nesse trabalho. A maioria dos carros a gente termina a confecção fora do galpão por causa da altura. Então, para entrar, precisa ser desmontado, por isso é que demora se não tiver gente e equipamento suficientes”, justificou Moreira.

Cada uma das oito escolas de samba do grupo especial confeccionou cinco grandes carros alegóricos para o Carnaval deste ano.

Alegorias tomam parte da via

Em pior situação está a pista oposta à dos galpões, sentido avenida Loris Cordovil-Pedro Teixeira. Toda a extensão da via está tomada de carros alegóricos, a maioria pertencente às escolas do grupo de acesso, e ontem não foi localizado nenhum dirigente das escolas no local.

Desde as primeiras horas da manhã de ontem, equipes da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) retiravam lixo do leito e da margem do Igarapé dos Franceses, que passa entre as duas pistas da avenida do Samba.

“Retiramos muito lixo, principalmente pedaços de fantasias e de alegorias que foram jogadas dentro e na margem do igarapé. Temos outras equipes fazendo a varrição da área. Agora, os carros são responsabilidade das escolas”, disse um fiscal da Semulsp que não quis se identificar.

“O problema é que o pessoal do grupo de acesso faz e a culpa recai toda sobre nós”, reclamou Luiz Gilberto, presidente da escola Grande Família.