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Criminalidade é reduzida na praça da Matriz, em Manaus

O policiamento no entorno da Catedral Metropolitana de Manaus, no Centro, foi reforçado após denúncias e a média de casos diários de furto diminuiu

Viaturas do Ronda no Bairro, agora, passam o dia nas ruas, mas população questiona até quando operação será mantida

Viaturas do Ronda no Bairro, agora, passam o dia nas ruas, mas população questiona até quando operação será mantida (Euzivaldo Queiroz)

Os constantes assaltos no entorno da Catedral Metropolitana de Manaus (Matriz), no Centro, Zona Sul, que vinham deixando lojistas, consumidores e fiéis da igreja preocupados, começaram a diminuir, segundo dados do major da 24º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) Herlon Gomes.

Desde quarta-feira, policias do programa Ronda no Bairro têm intensificado o patrulhamento da área e montado barreiras em ponto estratégicos do Centro, como na esquina da avenida Eduardo Ribeiro com a 7 de Setembro e em frente ao terminal central de ônibus.

De acordo com o major, eram registrados, em média, 30 furtos por dia e, desde a intensificação do patrulhamento, esse número caiu para 16 casos diários. “Estamos fazendo ações simples, mas que oferecem uma sensação maior de segurança à população, pois inibem as ações dos infratores”, disse Herlon Gomes.

Além do patrulhamento ostensivo, placas com o telefone da Cicom serão colocadas nas praças e paradas de ônibus, a partir da semana que vem, para que a população saiba como procurar a polícia e denunciar as ocorrências.

Abandono

Apesar do aumento do patrulhamento ostensivo, ainda é possível encontrar usuários de drogas escondidos no antigo posto policial que funcionava na Matriz e que está fechado, com tapumes, para reforma, mas em estado de abandono.

Entre os frequentadores do Centro, a sensação ainda é de medo e desconfiança, pois mesmo com as viaturas estacionadas, as pessoas questionam até quando a operação será mantida. Para o eletricista Isaul Marques, 54, que uma vez por mês vai ao Centro para fazer compras, a presença das viaturas e policiais próximos dos locais mais perigosos é importante, mas isso precisa ser acontecer e durante todo o dia, ou os bandidos vão acabar encontrando novas formas de agir. “Eu me sinto protegido, mas isso deve ser sempre, senão não adianta”, disse Isaul.

A funcionária pública Maria Isolda de Lima, 55, que frequenta a igreja da Matriz, conta que sempre ocorreram bastante assaltos próximo à igreja, mas a situação piorou depois da retirada dos camelôs. “Antes, tudo ficava aberto e eles trabalhavam todos os dias, então quem vinha pra igreja se sentia seguro, pois em qualquer situação poderiamos pelo menos gritar por ajuda. Agora só vemos marginais e prostitutas, que passam o dia circulando por aqui”, disse Maria Isolda.

O major Herlon Gomes lembrou que os camelôs ajudavam na segurança do Centro, pois muitos mantinham seguranças particulares nas bancas durante a noite. “Eles ajudavam porque, em qualquer situação, alertavam a polícia, e isso acabava inibindo a ação dos bandidos que, porventura, quisessem fazer algo”, explicou o major.