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Camelódromos ainda não têm prazo para serem entregues

Apontadas como fundamentais para a organização do Centro para a Copa, estruturas continuam vazias e camelôs continuam espalhados pelas calçadas

O camelódromo da rua Epaminondas, no Centro, um dos espaços preparados para receber os camelôs que serão retirados das ruas, continua ‘às moscas’

O camelódromo da rua Epaminondas, no Centro, um dos espaços preparados para receber os camelôs que serão retirados das ruas, continua ‘às moscas’ ( Lucas Silva)

Faltando pouco mais de cinco meses para a Copa do Mundo, o destino dos vendedores ambulantes do Centro continua incerto e, pelo menos por enquanto, os detalhes sobre os prazos e locais para realocação das barracas, que hoje ocupam ruas e calçadas no Centro, não foram anunciados. Indefinições à parte, a prefeitura garante que eles serão removidos para os camelódromos antes do Mundial.

Segundo a Secretaria Municipal do Centro (Semc), responsável pela negociação com camelôs, “em breve”, o prefeito Artur Neto irá anunciar o plano de realocação dos vendedores.

De acordo com presidente da Associação dos Trabalhadores Ambulantes do Comércio Irregular, Marcos Maia, os camelôs têm se reunido com os representantes da prefeitura quinzenalmente, porém a data para a realocação provisória não foi definida. “Por enquanto a prefeitura só mostrou as alternativas no papel e não tem nada de concreto”, disse presidente da associação.

Ainda de acordo com Marcos Maia, à princípio, os 800 camelôs que atuam na Praça da Matriz e na avenida Eduardo Ribeiro deverão ser retirados para que a prefeitura realize as obras de reparo nos locais, pois a área é uma das que precisam de intervenção urgente.

Uma das alternativas levantadas pela prefeitura para a realocação dos ambulantes é o estacionamento conhecido como Ilha de Monte Cristo, localizado ao lado da Feira da Banana, no Centro, que no início do mês foi motivo de conflito entre os feirantes e a prefeitura. Isso porque os vendedores da feira alegam que não há outros locais que sirvam como estacionamento para os clientes, e que as vendas devem ser prejudicadas.

Cerca de 300 feirantes protestaram, no dia 9 de janeiro, contra a interdição do terreno, que, segundo a Semc, passaria por recapeamento para abrigar os camelôs. De acordo com a secretaria, o terreno servirá como base de apoio estratégico para a realocação dos camelôs e é considerado fundamental no processo de revitalização do Centro de Manaus, mas ainda não foi asfaltado.

Para Marcos Maia, a realocação dos camelôs para o estacionamento Monte Cristo vai se tornar um problema, pois a área não tem capacidade para suportar o número de clientes das feiras e dos ambulantes sem um local para estacionamento.

Segundo Maia, durante uma reunião, 95% dos trabalhadores votaram contra a mudança dos camelôs para o estacionamento mesmo que provisoriamente. “Quase 100% dos trabalhadores disseram que terão prejuízos se forem para o estacionamento porque os clientes não vão até lá”, acrescentou Marcos Maia.