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Retirada de camelôs das calçadas destaca a falta de segurança pelas ruas do Centro de Manaus

Lojistas e pedestres estão satisfeitos com as calçadas livres e com uma melhor visibilidade nas vitrines do Centro de Manaus. No entanto, a falta de segurança do local é um problema destacado pelos mesmos

A presença das bancas de camelôs ocupando o espaço público na rua Marechal Deodoro contrasta com o espaço livre agora visto na Henrique Martins

A presença das bancas de camelôs ocupando o espaço público na rua Marechal Deodoro contrasta com o espaço livre agora visto na Henrique Martins (Antonio Menezes)

As lojas instaladas nas avenidas e ruas do Centro agora podem mostrar as vitrines arrumadas para clientes livres da poluição visual causada pela presença das bancas de camelôs. Com isso, lojistas e pedestres dizem que esse é o momento onde o “menos virou mais”. Com menos camelôs nas ruas e avenidas, com as calçadas livres, as fachadas das lojas estão mais visíveis, assim como as belezas do Centro histórico, e podem ser vistas assim como o cliente tem espaço para transitar nas ruas.

Gerente de uma loja de roupas, Socorro Oliveira, 47, diz que a expectativa é de que haja menos concorrência com a diminuição do movimento nas calçadas. “Espero receber mais clientes agora que a visão é mais ampla e não há tantos camelôs vendendo os mesmos produtos que a gente”, disse

A gerente de uma loja de tecidos localizada na rua Henrique Martins, Cristina Leitzke Ayoub, disse que é necessário passar o período de adaptação para ter certeza sobre o comportamento dos consumidores neste novo espaço. “Apesar dos pesares, era o camelô quem provocava aquele movimento todo de pessoas nas calçadas e isso acabava trazendo clientes para as lojas também”, revelou Cristina Ayoub.

Outra preocupação que tanto os donos de lojas quanto pedestres estão tendo é com os assaltos registrados após a saída das bancas das ruas. “A falta de segurança é um problema que precisa logo ser resolvido. Antes fechavámos as lojas às 20h, agora que fica tudo deserto, às 18h estamos de portas fechadas”, disse o lojista Manoel Darlan Pereira, 27.

O vendedor Erasmo Vieira dos Santos, 35, ressaltou que as calçadas livres contribuem para uma cidade limpa, mas também para a ação de bandidos. “No meio da multidão ninguém sabe quem é do bem ou do mal. Agora está mais fácil para os assaltantes que chegam de motos e fazem a limpa nas lojas”, contou o vendedor.

O autônomo Cesário Lopes, 44, elogiou a tranquilidade encontrada na praça do Relógio Municipal sem a presença de vendedores ambulantes e camelôs. “A praça é para uso dos pedestres e não deve ter tumulto. Está bem melhor depois da retirada”, garantiu.

Para o presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes de Manaus, José Assis, nem tudo são flores nesse momento, pois ainda tem muitos camelôs com as bancas nas ruas. Mas a categoria está contribuindo para a melhoria da cidade neste momento, afirma o sindicalista. “Todos os ambulantes da rua Leonardo Malcher não receberam nenhuma notificação sobre uma possível mudança para uma galeria, estamos aguardando. Pelo menos até o momento nós também estamos preocupados com as obras da cidade e, por isso, vamos aguardar ansiosos as construção das novas galerias”, afirmou Assis.

Realocação continuará até janeiro

A Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que completará, em setembro, a realocação dos camelôs que ainda estão nas ruas, coincindindo com a inauguração da Galeria dos Remédios. Será a vez dos camelôs que hoje ocupam o antigo centro comercial da Zona Franca, que inclui as ruas Marechal Deodoro e Guilherme Moreira. A Semc também informou que a Galeria dos Remédios terá espaço para 361 lojas. E a previsão de entrega do Shopping T4, na Zona Leste, está mantida para 15 de janeiro. Lá tem espaço para 761 lojas. Ainda segundo a Semc, a retirada será gradativa, até que todos estejam longe das vias públicas. A retirada acontecerá simultaneamente a cada inauguração, como irá acontecer nas galerias dos Remédios e Shopping T4.