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Cerca de 25 famílias invadem área verde no conjunto Cidadão 2, na Zona Norte de Manaus

No terreno, localizado entre os bairros Nova Cidade e Santa Etelvina, Zona Norte, lotes são vendidos por até R$ 2 mil e os invasores evitam a aproximação de desconhecidos com cães da raça pastor alemão

Moradores do Cidadão 12 reclamam da nova vizinhança que desmatou o local

Moradores do Cidadão 12 reclamam da nova vizinhança que desmatou o local (Luiz Vasconcelos)

Um grupo de aproximadamente 25 famílias invadiu uma área verde no conjunto habitacional Cidadão 12, entre os bairros Nova Cidade e Santa Etelvina, Zona Norte, e deverá ser retirado, sem data definida, do local pelo Governo do Estado, em ação confirmada pela Superintendência de Habitação do Amazonas (SUHAB).

No terreno, lotes são vendidos por até R$ 2 mil e os invasores evitam a aproximação de desconhecidos com cães da raça Pastor Alemão.

Ainda de acordo com moradores do conjunto Cidadão 12, o terreno estava tomado por árvores e mato, e eles mesmos limparam o local e dividiram em lotes do mesmo tamanho dos terrenos localizados no início do bairro. Um morador, que não quis ter o nome divulgado, disse que um homem conhecido por Mafra ou “ Nego”, e um outro rapaz que não soube dizer o nome são os responsáveis pela venda de lotes.

Uma moradora, que também não quis se identificar com medo de represálias, disse que eles estão queimando a mata e são perigosos, andam armados e ameaçam as pessoas que moram próximo. “Já vi o Mafra e um outro que não sei o nome fazendo negócios na frente da minha casa, tenho medo desses cachorros se soltarem e saírem mordendo todo mundo” disse.

A maioria dos barracos é feitos de compensados e a ocupação irregular tem seis meses e está repleta de idosos, crianças, mulheres grávidas e uma placa convidando para encontro religioso.

Várias famílias construíram barracos cobertos por lona e com paredes feitas de compensados, isopor e papelão. Parte da área verde, antes intacta e que deveria ser preservada, foi destruída pelos invasores.

Os moradores das imediações do terreno invadido relatam que os lotes da ocupação irregular ficam repletos de famílias trabalhando para limpar a área e a ação dos invasores vem causando muita fumaça. “Eles vêm, demarcam a área, derrubam as árvores e depois queimam. Fica tudo tomado pela fumaça”, alertou um morador vizinho ao terreno que pediu para ter sua identidade preservada.

Segundo moradores do entorno da área invadida, os órgãos responsáveis por evitar que a situação se agrave até agora permanecem de braços cruzados. A vizinhança relatou que, por diversas vezes acionou, e foi enviados vários documentos para os órgãos responsáveis, como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e até mesmo a Delegacia Especializada no Meio Ambiente (Dema), denunciando o crime ambiental, mas nada foi feito até agora.