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Comércio irregular no Viver Melhor 2 divide opinião de moradores em Manaus

Cerca de 40 pessoas montaram barracas em área destinada a setor comercial na Quadra 52 do Viver Melhor 2, Zona Norte, deixando alguns moradores satisfeitos enfim terem opção. A ausência do Estado no local também foi questionada

Área foi ocupada de forma irregular e com construções de lona e madeira

Área foi ocupada de forma irregular e com construções de lona e madeira (Evandro Seixas)

A ocupação irregular, por pelo menos 40 pessoas, de área destinada a um setor comercial, na Quadra 52 do Residencial Viver Melhor 2, na Zona Norte, divide opinião de moradores do local. Parte quer que o espaço seja desocupado por criar uma aparência de favela e ameaça de ampliação da invasão para área verde, o que destoaria da arquitetura do conjunto. Outra parte de moradores defende até abaixo-assinado para manter a única opção de compras, porque o comércio mais próximo de quem mora no Viver Melhor 2 fica a cerca de uma hora andando a pé.

A opinião dos moradores e comerciantes ouvidos por A CRÍTICA, nesta quarta-feira (23) à tarde, só é unânime em um ponto: a ausência do Estado no local.

O vereador Everaldo Farias (PV), por meio de sua assessoria de comunicação, informou que moradores do local levaram a ele a reclamação sobre a invasão, alegando temerem possíveis danos ambientais por causa da ocupação irregular. “As pessoas estão se instalando ali em condições sub-humanas, sem saneamento básico nem cuidados com a coleta de lixo. As barracas estão sendo instaladas aos poucos e esse tipo de ocupação tem que ser fiscalizada. Não podemos permitir essas medidas desordenadas, pois o dano sempre recai ao ambiente”.

A dona de casa Vanessa do Socorro, 30, afirmou que, no último final de semana, teve que enfrentar uma caminhada que durou uma hora entre o Viver Melhor 2 e o Viver Melhor 1, no final da tarde, para comprar um inseticida. Ela citou a jornada como exemplo do que deveria enfrentar todos os dias para ter acesso a outros produtos que costuma comprar com os comerciantes instalados no local. “Anda muito e ônibus não tem a hora que a gente precisa”, reclamou. Ela afirmou estar disposta a participar de abaixo-assinado pela permanência dos comerciantes no local.

O presidente da, recém-registrada em cartório, Associação dos Comerciantes e Moradores do Viver Melhor 2 (Acovime), Fabian Vieira Paiva, afirmou que foi abordado por outros moradores com a mesma proposta. “Isso é porque os moradores precisam da gente. Se a gente não estiver aqui, onde as pessoas vão comprar? Aqui tudo é longe. Sair daqui a gente nem tem vontade, só quando é muito necessário, porque é complicado”, declarou.

Moradores reclamaram à reportagem da falta de manutenção no residencial que, embora não tenha completando um ano, apresenta problemas no esgoto, infiltrações, falta de organização do trânsito, dentre outros.

Ocupação é permitida pela Jutiça

O presidente da Acovime, Fabian Paiva, afirmou que nenhum dos comerciantes e moradores se orgulha de ocupar o local de forma irregular e com construções de lona e madeira. “Isso aqui virou uma favela e está tornando o local feio”, admite.

Segundo ele, lideranças comunitárias e comerciantes fizeram verdadeira peregrinação em gabinetes de órgãos como Secretária Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) e Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), mas só receberam atenção na Defensoria Pública.

Paiva afirmou que por meio de uma ação proposta pela Defensoria, o TJAM concedeu liminar permitindo que os comerciantes permaneçam no local. “Não somos invasores. Somos moradores e temos necessidade de um espaço adequado. Parece que nos jogaram aqui e nos esqueceram”.