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Camelôs reclamam da baixa procura e lucro, mas garantem que não voltarão às calçadas

Nem o sábado ensolarado, geralmente sinônimo de movimento, atraiu clientes para os novos espaços dos ambulantes, localizados na avenida Floriano Peixoto

Em meio a corredores vazios, camelôs dizem estar preocupados com as poucas vendas e falta de clientes, que não procuraram o local nem no final de semana

Em meio a corredores vazios, camelôs dizem estar preocupados com as poucas vendas e falta de clientes, que não procuraram o local nem no final de semana (Márcio Silva)

Instalados há quase um mês no camelódromo da avenida Floriano Peixoto, com as vendas estancadas, os vendedores ambulantes não se animam nem com a chegada do final de semana. Um sábado ensolarado, dia que costumeiramente atrai um maior número de consumidores ao Centro, Zona Centro-Sul, não tem sido motivo suficiente para movimentar as vendas no local.

Apesar do sol na manhã do último sábado, neste final de semana, por exemplo, o movimento de consumidores nas bancas alocadas no camelódromo Floriano Peixoto era muito tranquila. Os vendedores não especulam voltar para as calçadas, mas pedem com urgência medidas para evitar uma queda ainda maior nas vendas.

A vendedora de lanches Simone Miranda, 29, lamenta o movimento fraco até nos finais de semana. Na manhã de sábado, por exemplo, até às 10h30, ela ainda não havia lucrado nem R$ 5. “Daqui a pouco apenas eu estarei consumindo meus próprios lanches”, desabafou Simone.

Simone trabalhava na avenida Eduardo Ribeiro anteriormente onde o lucro era bem maior. A vendedora não fala em retornar ao posto de trabalho anterior, apenas na melhoria do espaço no qual passou a trabalhar. “Eu tenho meu lanche aqui, mas o problema é que ainda ficaram outras bancas de lanche nas calçadas do Centro”, reclamou.

Adaptação

O vendedor José Gabriel da Silva, 35, tem sido um pouco mais otimista. Ele acredita que tudo vai melhorar e que esta é uma fase de adaptação dos consumidores. “Acho que é porque está no início ainda esta mudança”, disse. Mas o vendedor não negou sobre a dificuldade de manter o lucro de antes com a venda de semi-joias.

A prefeitura tem mantido uma programação intensa e diversificada, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), de atividades artísticas nos camelódromos. Mas os camelôs alegam que, na maioria das vezes, a população volta a atenção somente às atividades e não às bancas.

Secretários da administração municipal têm realizado visitas aos camelódromos, rotineiramente, para ouvir as reivindicações dos trabalhadores. De acordo com a prefeitura, as visitas continuarão até que todos os camelôs sejam retirados das calçadas do Centro e realocados nas chamadas galerias populares.