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Comerciante contesta indenização do Estado e resiste à obras do Prosamim

Na Justiça há sete meses contra avaliação do imóvel feita pelo Estado para desapropriação, comerciante resiste em deixar o local em meio à construções

Cercado por tapumes e por obras, o comércio e a casa de Izaías resistem às desapropriações; Proprietário alega que avaliação feita pelo Estado é 80% menor que o preço de mercado do imóvel

Cercado por tapumes e por obras, o comércio e a casa de Izaías resistem às desapropriações; Proprietário alega que avaliação feita pelo Estado é 80% menor que o preço de mercado do imóvel (J. Renato Queiroz)

No entorno do imóvel do comerciante Izaías Souza e Silva, 54, uma das etapas das obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) está em andamento. O que chama a atenção é que o imóvel, na rua General Glicério, bairro Praça 14, Zona Sul, está sendo usado como “tapume”. É que o comerciante contesta o valor da indenização oferecida e resiste em deixar o local.

Izaías contou que, num primeiro momento, a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) avaliou o imóvel, que tem um ponto comercial embaixo e uma área residencial em cima, com seis cômodos, e disse que valia R$ 159 mil.

Inconformado e desconfiado com o valor que deveria receber, e que, para ele, foi considerado baixo, Izaías contratou um perito em imóvel e um advogado para que uma nova avaliação fosse feita e ele pudesse brigar na Justiça por uma indenização mais justa.

O comerciante ainda procurou algum responsável na Unidade de Gerenciamento do Prosamim, na Praça 14, para tentar entrar em um acordo, mas não conseguiu.

“Ninguém teve a oportunidade de contestar. Procuramos falar com alguém responsável e parecia que se escondiam. Por isso tive que buscar outros meios”, reclamou Izaías.

A avaliação do perito de imóvel contratado pelo comerciante apontou que o imóvel valia, em média, R$ 295 mil, ou seja, 80% a mais. “Por isso entramos na Justiça, porque eles têm o interesse de tirar meu imóvel daqui. Também tivemos a visita de um engenheiro e do perito do Fórum. Quando consegui levar a situação a outro engenheiro da Suhab, ele também disse meu imóvel havia sido mal avaliado, que a doutora que fez essa avaliação não tinha competência”, contou.

Segundo Izaías, a briga por uma indenização mais justa se arrasta há aproximadamente sete meses na 2ª Vara da Fazenda Pública. Ele disse que só sairá do local depois que o Estado pagar o que o imóvel vale.

Fonte de renda

No imóvel, Izaías mantém um restaurante, única fonte de renda para pagar todas despesas da família.

“Estamos lutando pelo que vale, porque eu sei que vamos ter dificuldade em achar uma casa com ponto comercial numa localização razoável no valor de R$ 159 mil. Aqui trabalhamos eu, minha a esposa e dois filhos, que estão desempregados. Trabalhamos aqui há 14 anos. A gente vive disso. Nossos compromissos com água, luz, telefone dependem do nosso restaurante”, desabafou.

Apelo

Ainda dá para ver os restos das construções que existiam no entorno do imóvel de Izaías. Em protesto ao valor oferecido pelo Estado depois da primeira avaliação do imóvel dele, o comerciante colocou uma faixa em frente ao restaurante, com a mensagem: “Prosamim, vocês sabem quanto vale uma vida? Não! Então, também não sabem quanto vale o que gastamos uma vida toda para construir. Pedimos Justiça nos valores que estão sendo pagos”.