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Distrito Integrado de Polícia improvisa detenção de presos ao redor de conteiner em Manaus

Detentos foram flagrados algemados na área externa do 22º DIP, localizado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, que não possui celas nem outro local para detenções

Preso algemado à escada seria vítima de esquizofrenia e foi detido pela polícia a pedido da família, após um ataque

Preso algemado à escada seria vítima de esquizofrenia e foi detido pela polícia a pedido da família, após um ataque (Jhonny Lima)

Três pessoas foram flagradas algemadas na área externa do conteiner que serve de sede para o 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. Os homens aguardavam o término de procedimento realizado no interior do DIP, que não possui celas nem outro local para a detenção de suspeitos.

A falta de estrutura física adequada para lavrar flagrantes ou cumprir prisões preventivas de suspeitos tem deixado a Polícia Civil do Amazonas em situação delicada. Alguns Distritos Integrados de Polícia (DIPs) e Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) espalhados pela cidade ainda funcionam em conteineres, de forma provisória, sem local adequado para deter os infratores.

A delegada titular Sylvia Laureana se recusou a falar e pediu que a reportagem procurasse a assessoria de comunicação para obter informações.

Uma das pessoas algemadas, de acordo com uma mulher que se identificou como advogada do preso, mas que não quis dizer o nome, seria um rapaz que sofre de esquizofrenia. Ele foi detido a pedido da família e preso à escada, em frente do banheiro, pela polícia.

Os outros dois presos ficaram algemados na área externa ao lado do conteiner por cerca de meia hora, segundo a assessoria da Polícia Civil, aguardando o fim de procedimentos que ocorriam no interior do DIP.

A 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) informou que os dois suspeitos foram detidos após ter furtado um aparelho celular e que ambos assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados em seguida.

A delegada Sylvia Laureana chegou a explicar que uma destas pessoas havia cometido crime de trânsito por está dirigindo sob efeito de álcool e batido em uma parada de ônibus na avenida Djalma Batista.

Representação

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, o local onde os três homens foram algemados é inadequado e expõe os suspeitos a condições vexatórias e desumanas. “Essa situação será motivo de uma representação nossa junto a Secretaria de Segurança Pública acerca das instalações desses DIPs e da situação dos presos”, afirmou.