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Falta de combustível restringe atividades dos policiais do programa Ronda no Bairro

Segundo policiais militares, a falta de gasolina não é um problema recente e mesmo antes do lançamento do programa, os carros da PM já circulavam com combustível limitado

Policiais do Ronda no Bairro poderão ser avisados para ficarem atentos às casas que ficarão fechadas nesta época do ano

De acordo com relatos de moradores e policiais militares, um atraso no envio de combustível levou a um ‘racionamento’, que compromete o patrulhamento (Paula Pessoa )

As 12 viaturas do programa de Segurança Pública Ronda no Bairro do Município de Manacapuru (a 79 quilômetros de Manaus), que foram entregues em janeiro, estão circulando pela cidade sem gasolina suficiente para atender as ocorrências. A implantação do programa custou mais de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.

Segundo policiais militares que não quiseram se identificar por medo de represálias, a falta de gasolina não é um problema recente e, mesmo antes do lançamento do programa, os carros da Polícia Militar já circulavam com combustível limitado.

De acordo com um dois policiais entrevistados por A CRÍTICA, cada viatura abastece 15 litros por dia, porém nos últimos dias a quantidade fornecida tem sido de apenas 10 litros. “A população quer ver os policiais nas ruas, fazendo patrulhamento, mas com essa quantidade de gasolina é impossível circular por todos os lugares, por isso os carros estão parados”, justificou.

Os policiais disseram ainda que já atenderam chamadas da população e tiveram que explicar que não poderiam atender a ocorrência por falta de combustível. A vendedora Graciete Farias de Brito, 38, diz que no bairro Correnteza as viaturas só aparecem quando há ocorrência, mas não há patrulhamento.

“O número de assaltos diminuiu, mas se os policiais estivessem de fato nas ruas a situação estaria muito melhor”, declarou a vendedora.

A dona de casa Maria Cristina Souza, 39, diz que o número de assaltos na cidade ainda é grande, principalmente em mercadinhos, por isso o ideal seria que as viaturas estivessem nas ruas, em patrulhamento, que é a proposta do programa. Só assim, diz ela, a população irá se sentir segura.

Racionamento

Segundo o proprietário do posto de combustível que abastece as viaturas, Ordean Oliveira, existe um acordo dele com o comando da Polícia Militar de Manacapuru, para armazenar o combustível enviado pelo Governo do Estado. De acordo com ele, o posto armazena em média 15 mil litros de gasolina e 10 mil de diesel por mês, porém houve um atraso no envio do combustível e, por isso, uma diminuição na quantidade de combustível liberada. “A cota do governo acabou no dia 10 de fevereiro e como estou emprestando gasolina até que chegue novamente, nós diminuímos o fornecimento, mas mesmo assim as viaturas não estão paradas”, disse Ordean Oliveira.

Garantia

O comandante do 9º Batalhão de Policia Metropolitana, major Michel, garantiu que o atraso será resolvido ainda esta semana, mas garantiu as viaturas continuam fazendo patrulhamento e que a quantidade de 10 litros por dia “tem sido suficiente”.