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Sofrendo com a falta de estrutura, feiras de Manaus não devem atrair turistas durante o Mundial

A maioria das feiras da cidade, com algumas exceções, não está apropriada para receber o consumidor e muito menos os visitantes, que devem estar na capital no período da Copa do Mundo de 2014

Feirantes preparados, enfeites no clima da Copa e até café regional com cardápio bilíngue fazem da Feira Coberta do Parque 10 uma das melhores de Manaus

Feirantes preparados, enfeites no clima da Copa e até café regional com cardápio bilíngue fazem da Feira Coberta do Parque 10 uma das melhores de Manaus (Euzivaldo Queiroz)

Quem vai a São Paulo bate ponto no Mercado Municipal, quem vai a Bélem, não perde o Ver-o-Peso, quem vier a Manaus só terá o renovado Adolpho Lisboa para ver, pois o descaso reina nas outras feiras públicas da cidade.

A situação delas, locais que turistas procuram ao chegar a uma cidade e onde podem encontrar um “mix” de sabores da região, como as frutas e, especificamente, em Manaus, os tradicionais cafés regionais, não é boa. A constatação é que a maioria delas não está apropriada para receber o consumidor e muito menos os visitantes, que devem estar em Manaus no período da Copa do Mundo.

Lixo, desordem e falta de manutenção se unem e afastam os clientes do entorno, onde elas estão localizadas. Numa passagem pelas feiras cobertas do Coroado, Santo Antonio, Alvorada e Compensa o cenário é o mesmo: abandono.

Trabalhando há 32 anos na “Feira modelo da Compensa”, a feirante Marlene Gomes, dona de uma barraca de café da manhã, lamenta que o Poder Público não dê manutenção ao espaço. Segundo ela, está tudo abandonado. “Basta olhar às paredes, o teto e o chão. A gente só trabalha porque precisa, mas não vem fazer nenhuma melhoria e isso acaba afastando os clientes. E olha que aqui é onde tem mais pessoas”, reclamou.

Reclamação similar faz a feirante Maria Celene Félix, que há oito anos é comerciante na feira coberta do Coroado. Ela explica que todos (feirantes) esperavam que com a realização da Copa do Mundo na cidade, o local recebesse do poder público um “gás”. “Há muito tempo que não temos melhorias. Por isso, está tudo caindo aos pedaços. A gente faz o que pode, mas não podemos fazer muito para melhorar a feira”, constata.

O cenário nas demais feiras cobertas do Santo Agostinho e Alvorada não é diferente. Consumidores escassos e produtos idem, completam o quadro de abandono.

Exceção

A feira coberta do Parque 10 é uma honrosa exceção. Talvez por estar localizada numa área considerada nobre da cidade, a Zona Centro-Sul, o local oferece conforto, higiene e um serviço “padrão Fifa”.

Todos os boxes são padronizados, os permissionários receberam aulas de inglês e também trabalham uniformizados e dois policiais do programa “Ronda no Bairro” estão a posto para garantir a sensação de segurança. A feira também já entrou no clima do mundial, com as cores verde e amarela dando o tom, além de bolas espalhadas pelo teto.

No Box 6, o “Cantinho do céu”, a proprietária Iraci Nunes, providenciou um cardápio bilíngue para nenhum turista ter problema, segundo ela, de pedir um x-caboquinho. “Todos fizeram curso de inglês e estamos preparados para atender quem nos visitar”, disse, completando que os itens regionais não faltarão no menu, assim como alguns diferenciais como deixar jornais do dia para os frequentadores lerem.

Dona Iraci disse que todos estão esperando um bom movimento no lugar, durante o período da Copa. Ela lembrou também que a feira abre de segunda a sexta-feira, a partir das 5h e fica até às 20h e nos finais de semana a partir das 3h. “Se nosso movimento sem a Copa é bom, imagina durante”, antecipa.