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Mesmo após investimentos, muitos bairros ainda sofrem com a falta de água em Manaus

Até hoje, mesmo depois de anos de luta e reclamações, locais como o bairro Puraquequara, na Zona Leste de Manaus, convivem com a falta de água nas torneiras

Comerciante Antonio Diniz é obrigado a carregar água, todos os dias, para abastecer a casa onde mora com a família, na comunidade Parque Riachuelo

Comerciante Antonio Diniz é obrigado a carregar água, todos os dias, para abastecer a casa onde mora com a família, na comunidade Parque Riachuelo (Luiz Vasconcelos )

Ter água diariamente em casa ainda é sonho para muitas famílias. Acordar para esperar por algumas horas de abastecimento, caminhar duas ou três vezes por dia até o poço da comunidade é a realidade enfrentada por diversas pessoas, diariamente, mesmo após anos de luta e reclamações.

Locais como o bairro Puraquequara, na Zona Leste, até hoje convivem com a falta de água nas torneiras.

A dona de casa Mariza Bentes da Silva, 51, desde que foi morar no bairro nunca teve água na torneira e nem lembra mais como é tomar um banho demorado, pois se ficar cinco minutos a mais no banho, vai precisar caminhar mais vezes até o poço durante o dia.

Nos loteamentos Parque Riachuelo e Parque Solimões, na Zona Oeste, Lago Azul, na Zona Norte, e Comunidade 11 de Maio, na Zona Leste, a população encontra nos poços artesianos a única alternativa para ter água em casa.

Para driblar a falta de abastecimento a comunidade tem que improvisar. Moradora há 14 anos da rua das Flores, na comunidade Parque Riachuelo, a comerciante Luzilene de Souza Ximenes, 47, conta que os próprios vizinhos resolveram o problemas vividos por conta da falta de água. Um grupo de 25 moradores providenciou, eles mesmos, a ligação da água do poço que abastece a comunidade até as casas da rua. “Foi um trabalho nosso e que deu resultado, porque não podemos esperar pelo poder público”, disse a comerciante.

Segundo Luzilene foram duas semanas de muito trabalho, mas que tem resolvido o problema de todos. Além disso, os 25 moradores que optaram por essa solução pagam, mensalmente, R$ 15 para a manutenção do sistema, de maneira que, caso ocorra, qualquer problema com o poço, não será preciso aguardar pela prefeitura para resolver.

Sem condições financeiras de aderir ao grupo, o comerciante Antonio Diniz, 57, é obrigado a carregar água todos os dias. “Tenho que ir ao poço duas vezes ao dia, as vezes três”, contou.

Rede de água

Segundo dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsam), Manaus tem 95% de rede de água pela empresa Manaus Ambiental, mas isso não significa que toda a cidade tem acesso à água na torneira 24 horas.

O presidente da Arsam, Fábio Alho explicou que ainda há precariedade na prestação do serviço. Segundo ele, apesar de uma redução de 20%, a falta de água é a principal reclamação registrada na ouvidoria da agência, seguido da cobrança indevida nas contas dos usuários.

Conforme informações da concessionária Manaus Ambiental foram investidos R$ 35 milhões para que moradores das zonas Norte e Leste tenham água de qualidade em suas residências, 24 horas.