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Advogado da empresa dona da balsa que colidiu contra a Estação do Proama descarta sabotagem

Representante da FT Soares Comércio e Navegação, proprietária da balsa que colidiu contra a Estação do Proama, nas Zonas Leste e Norte de Manaus, diz que a tese de acidente proposital, levantada pelo prefeito Artur Neto, é um equívoco

Segundo a prefeitura, o condutor da balsa que se chocou com a pilastra do Proama estava sob efeito de bebidas alcoólicas

Tese da sabotagem foi levantada pelo prefeito Arthur Neto lembrando que balsa era nova e tripulação estaria supostamente embriagada durante as manobras (Divulgação)

O advogado Antonio Eduardo Santa Cruz Abreu, que representa a empresa FT Soares Comércio e Navegação, proprietária da balsa que colidiu contra a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Programa Água para Manaus (Proama), no último dia 24, rebateu as declarações do prefeito Artur Neto sobre a possibilidade de sabotagem.

Ele afirmou que se trata de um acidente causado por uma pane mecânica na corrente de transmissão que deixou o rebocador da balsa sem leme. Com a quebra da correia, a embarcação ficou sem direção e foi levada pela corrente do rio em direção aos pilares da estação com os quais se chocou.

Segundo ele, não há base de argumentos para dizer que a colisão foi intencional porque se a embarcação estivesse em velocidade de cruzeiro teria causado um dano maior não apenas à ETA, mas à própria balsa. “Se tivesse em velocidade levaria tudo que estivesse pela e não ficaria pedra sobre pedra. É física, velocidade e peso. O dano da embarcação foi mínimo e se tivesse com velocidade de cruzeiro e se tivesse sido jogada contra a estrutura como estão dizendo, o dano seria enorme”, disse.

Antonio esclareceu que a embarcação saiu do porto da Estamam carregada com três mil toneladas de areia e seixo por volta das 13h20, em direção ao porto do Janjão. Os portos ficam próximo um do outro. A embarcação saiu de marcha ré para entrar de frente no porto do Janjão onde iria descarregar o material e na manobra o leme quebrou.

A embarcação é nova e apresentou problemas na primeira em sua primeira viagem que resultou no acidente. A embarcação está à disposição das autoridades legais, segundo o advogado, mas só pode ter o motor aberto pela fabricante, uma vez que, está na garantia. Ele está acionando a fabricante para fazer a inspeção junto às autoridades, mas afirma que a perícia comprovará a falha no equipamento.

Ele também contestou a declaração de Artur sobre a suspeita que o condutor da embarcação estaria sob efeito de bebidas alcoólicas. Antonio afirmou que o condutor foi submetido a exame de alcoolemia pela Polícia Civil, mas cinco horas depois do acidente. “A perícia da Polícia Civil fez um exame cinco horas depois do acidente depois que o condutor voltou. Ele não estava bêbedo porque sabe que nessas condições teria a carteira cassada pela Marinha”, disse.

Sem defensa

Antonio também contestou o governador José Melo, que na última semana disse que os danos não foram maiores por conta das defensas nos pilares de sustentação da ETA. O advogado foi enfático ao dizer que não existe nenhuma proteção nos pilares, além de uma bóia que seria facilmente levada por qualquer embarcação de pequeno porte. Conforme o advogado, “como não há defensas, a Companhia de Saneamento de Água do Amazonas (Cosama), operadora do Proama, deveria manter um rebocador de plantão para atuar em caso de emergência ou construir sapatas de concretos para absorver o impacto de uma colisão.

A reportagem entrou em contato com a Agência de Comunicação do Estado, para tratar da afirmação do advogado, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.