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Após reformas, Terminal Rodoviário de Manaus continua sendo alvo de reclamações

A reforma do local continua no centro de um impasse que se arrasta desde 2012, sobre a devolução da administração da rodoviária da Prefeitura para o Governo do Estado. Enquanto isso, usuários sofrem com a falta de infraestrutura

Usuários do Terminal Rodoviário de Manaus reclamam das goteiras, da sujeira e do sistema de ventilação do prédio. Além de outros problemas

Usuários do Terminal Rodoviário de Manaus reclamam das goteiras, da sujeira e do sistema de ventilação do prédio. Além de outros problemas (Luiz Vasconcelos)

Apesar da reforma de “última hora”, 11 dias antes do início da Copa do Mundo, o Terminal Rodoviário Huascar Angelim, no bairro de Flores, Zona Norte, continua sendo alvo de reclamações dos usuários e trabalhadores que atuam no local. Mais que isso, ela continua no centro de um impasse que se arrasta desde 2012, sobre a devolução da administração da rodoviária da Prefeitura para o Governo do Estado. O presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), Fábio Alho, apontou a cessão da rodoviária para a iniciativa privada como uma alternativa para o impasse.

Enquanto a situação segue indefinida, os usuários sofrem com a falta de infraestrutura. Segundo a aposentada Azemar Brasil Mendonça, 78, que mora no Município de Itacoatiara e mensalmente vem a Manaus, depois da reforma a estrutura da rodoviária melhorou bastante, mas ainda está longe de ser a ideial para quem utiliza o local. As principais melhorias, de acordo com a aposentada, foram nos banheiros, que estavam com as portas quebradas e todos pixados. “Melhorou bastante, mas essa reforma foi superficial porque muita coisa precisa ser arrumada”, disse a aposentada.

Entre as melhorias sugeridas pelos usuários entrevistados por A CRÍTICA está a reforma do telhado, que apresenta goteiras, um sistema de ventilação melhor e limpeza frequente. O taxista Pedro Lima, 37, explica que os permissionários e os taxistas se reúnem e pagam para uma pessoa fazer a limpeza da rodoviária.

Fluxo

A rodoviária de Manaus, como é mais conhecida, é a única que opera no transporte intermunicipal, interestadual e internacional com linha para Caracas, na Venezuela.

Todos os meses passam 20 mil passageiros pelo local, sem contar o número indeterminado de pessoas que vão buscar ou deixar outras no terminal. Todas se deparam com a precariedade e necessidade de reparos da rodoviária, inaugurada na década de 1980 pelo então governador José Lindoso, e que, desde então, recebeu poucas intervenções.

Para o taxista Pedro Lima, a reforma realizada no mês passado não resolveu a metade dos problemas que existem no local e é preciso melhorar muita coisa. “Uma cidade como Manaus merecia uma rodoviária melhor, porque isso ia trazer mais investimentos, como acontece em outras cidades, em que a rodoviária parece um shopping”, observou o taxista.