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Iniciativas voluntárias ajudam famílias carentes do bairro 'Jesus me deu', em Manaus

As lacunas deixadas por falta de políticas públicas para os moradores são preenchidas por iniciativas de trabalhadores voluntários ligados a instituições religiosas

Palestra do gerente da Polícia Comunitária da Polícia Militar, Guilherme Sette, foi uma das ações promovidas no bairro

Palestra do gerente da Polícia Comunitária da Polícia Militar, Guilherme Sette, foi uma das ações promovidas no bairro (Divulgação)

Na fronteira de várias localidades carentes e à margem de políticas públicas, nasceu, há 14 anos, o Jesus me Deu. Assim como a maioria dos bairros das zonas Norte e Leste da cidade, a comunidade se expandiu a partir de ocupações irregulares de terras por famílias de baixa renda. As lacunas deixadas por falta de políticas públicas para os moradores do Jesus Me Deu são preenchidas por iniciativas de trabalhadores voluntários ligados a instituições religiosas.

Exemplo disso foi a palestra que jovens e mães da comunidade receberam a partir de uma iniciativa das obras sociais do Centro Espírita Pão Nosso, na rua Rio Jordão, no sábado. Ministrada pelo gerente da Polícia Comunitária da Polícia Militar do Amazonas, o capitão Guilherme Sette, a palestra serviu para “desmistificar” a carreira de policial militar no imaginário dos jovens da comunidade e alertar mães e filhos sobre os riscos dos caminhos da criminalidade e das drogas.

O capitão Sette esclareceu o grupo de moradores sobre como funciona o programa Ronda no Bairro, como denunciar irregularidades praticadas por policiais e recebeu reclamações por parte dos moradores para melhorar as ações de segurança no bairro.

A contadora Beatriz Macedo, 35, que aos finais de semana se dedica há seis anos a trabalhar com os jovens da comunidade Jesus me deu por meio do Centro Espírita Pão Nosso, disse que fez uma pesquisa informal entre eles para sondá-los sobre os sonhos profissionais. A maioria indicou que queria ser policial. “Percebemos ideias deturpadas da profissão e entramos em contato com o programa Ronda no Bairro para esclarecê-los sobre os riscos e a ética do policial”, declarou.

O capitão Sette, durante a palestra, foi bombardeado de perguntas e também de queixas. Afirmou que o policial e os demais profissionais são espelho da sociedade. “O policial não se torna corrupto quando entra na corporação. O caráter dele vem se moldando ao longo de sua vida. Temos que ser cidadãos melhores para melhorar a sociedade. E cobrar, é claro, prestação de bons serviços”, disse.

Beatriz afirmou que as palestras sobre profissões continuarão nos próximos sábados. “Também manifestaram interesse pelas profissões de jornalista, biólogo, médico, advogado. Convidamos profissionais com conduta correta para esclarecer os jovens da comunidade”, disse.