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Falta de energia e água provocam manifestações nas Zonas Leste e Oeste de Manaus nesta quarta (4)

Moradores de bairros como Jorge Teixeira, Cidade de Deus, Braga Mendes e Val Paraíso realizaram um protesto que fechou a avenida Autaz Mirim durante a noite de terça e madrugada de quarta-feira. Já no sçao Jorge, até uma cobra morta foi utilizada na barricada que fechou a Ponte São Jorge

Cerca de 450 moradores da Zona Leste da capital fecharam a movimentada avenida Autaz Mirim por horas em forma de protesto

Cerca de 450 moradores da Zona Leste da capital fecharam a movimentada avenida Autaz Mirim por horas em forma de protesto (Chagas Tardelly/Colaboração)

Os moradores dos bairros Jorge Teixeira, Cidade de Deus, Braga Mendes e Val Paraíso bloquearam na noite desta terça-feira (3) os dois sentidos da avenida Autaz Mirim, na Zona Leste de Manaus. O protesto, que teve início por volta das 21h40 e entrou na madrugada desta quarta (4), reivindicava melhorias no fornecimento de energia elétrica e o fim dos apagões no local.

A manifestação contou com, aproximadamente, 450 pessoas. Madeiras, pneus, colchões e sofás antigos foram utilizados para fechar a via. Duas viaturas do Corpo de Bombeiros e oito da Polícia Militar que atendem o programa Ronda no Bairro foram acionadas  para garantir a segurança dos manifestantes e da empresa fornecedora de energia. Segundo informações dos moradores, eles estão há três noites sem iluminação e as constantes quedas de energia é comum na área, o que atrapalha o comércio e danifica aparelhos eletrônicos, principalmente.

O comerciante Roberto de Souza fala das dificuldades que eles estão enfrentando com a constante instabilidade do serviço. “Nós aqui somos esquecidos, já estamos três noites sem iluminação, já perdi quase toda minha mercadoria e nada é feito por essa empresa”, declarou o comerciante, desabafando sobre a concessionária local Eletrobrás Amazonas Energia.


Os técnicos da Eletrobrás Amazonas Energias chegaram ao local depois de uma hora, para tentar solucionar o problema. Eles informaram que o principal motivo dos apagões seria as ligações clandestinas e a inadimplência dos consumidores na área.
O aposentado Valdemar de Souza, de 68 anos, que mora nas proximidades, mostra a coleção de faturas paga em dia todos os meses mas que, segundo o ele, não garantem um serviço de qualidade em sua residência.

“A dificuldade é grande, são três noite sem dormir, temos que tomar banho no escuro, jantar no escuro... A gente liga para o call center e o discurso é sempre o mesmo, mas resolver que é bom, nada!”, frisou.

A equipe de reportagem entrou em contato com assessoria de comunicação da concessionária de energia, mas até a publicação desta matéria não foi enviado nenhuma resposta referente ao assunto.

Além de energia, falta água

Já na avenida São Jorge, no bairro homônimo da Zona Oeste da capital, moradores fizeram uma barricada na ponte entregue há poucos meses pela Prefeitura - único acesso de entrada para o local - pela manhã de quarta-feira. A população da área reclama da falta de fornecimento de energia e também água, que afeta a área há dias.


Até uma cobra, que durante a manhã desta quarta foi capturada e morta a pauladas, foi esticada na barricada. Segundo moradores, há outros animais peçonhentos no local, inclusive uma cobra maior que eles não conseguiram capturar. Os operários que trabalham na reforma da ponte ao lado foram surpreendidos quando chegaram para o expediente e ficaram esperando a manifestação acabar para poder trabalhar.

De acordo com a assessoria de imprensa da Manaus Ambiental, a falta d'água não se dá por um problema na operação ou distribuição do serviço, e sim pela falta de energia, que consequentemente afeta o funcionamento das bombas e interrompe o fornecimento do serviço.

"Após o tratamento químico, a água passa por uma estação de bombeamento que a transporta até os pontos mais altos da cidade. Sem o serviço de energia, não há como realizar esta etapa, pois as bombas auxiliam justamente, no transporte do produto", afirma a Manaus Ambiental, em nota. A área é abastecida pela Pontas das Lajes (Proama), que leva de duas a quatro horas, em média, para normalizar após o retorno da energia elétrica.

*Colaborou o jornalista Chagas Tardelly