A informação dada pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) de que 20% dos medicamentos vendidos no Brasil são fruto de contrabando, pirataria ou não têm registro na própria entidade, por serem fabricados irregularmente, é uma das justificativas para o workshop “Combate aos Medicamentos Falsificados”, realizado nesta tquarta-feira (8) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Reunindo farmacêuticos, fiscais, de representantes da Delegacia do Consumidor, polícias Rodoviária e Federal, Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) e Sindicato dos Farmacêuticos, a Semsa trouxe especialistas em segurança de produtos de grandes fabricantes de remédios como Pfizer, Eli Lilly, Sanofi-Aventis, MSD, Abbott e Bayer, que mostraram como agem os falsificadores.
Eles atuam em quadrilhas, produzindo anabolizantes e remédios para disfunção erétil trazidos do Paraguai e da China, alertou Marco Fabris, chefe do setor de Fiscalização de Produtos da Semsa.
Defesa da vida
Especialista em segurança do laboratório MSD, Roberto Eduardo Moreira ensinou as maneiras para identificar as falsificações dos remédios para disfunção erétil e os à base de hormônio, estes utilizados nas academias como forma de acelerar o crescimento de músculos.
Mostrando as características físicas das embalagens, ele garantiu que o público alvo dos falsificadores não interessa à MSD.
“Desejamos atender as pessoas que necessitam de medicamentos por um problema de saúde”, explicou.
A atenção à falsificação deve aumentar, segundo ele, porque enquanto no ano passado aconteceram 59 apreensões de produtos falsos em todo o País, neste ano já ocorreram 41, apesar de estarmos no mês de junho.
“Por estes números, estima-se que só vem aumentando. Daí ser importante redobrar a atenção”, afirmou.