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Dois presidiários tentam fugir do Compaj e um é morto durante troca de tiros com policiais

Gleudison Railei dos Santos, 30, foi morto com um tiro após, junto com um parceiro - identificado como Antônio Carlos Lopes Júnior -, pular o muro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)

Gleudison estava preso desde 2011 e cumpria pena por roubo

Gleudison estava preso desde 2011 e cumpria pena por roubo (Divulgação)

O detento do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Gleudison Railei dos Santos, 30, foi morto com um tiro após, junto com um parceiro identificado como Antônio Carlos Lopes Júnior, pular o muro e tentar fugir da unidade prisional, localizada no KM 8 da BR-174 (rodovia federal que liga Manaus a Boa Vista), nesta quarta-feira (2). O comparsa levou um tiro na mão e, posteriormente, se entregou à polícia. 

De acordo com o delegado titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Paulo Benelli, os dois presidiários cumpriam pena no semiaberto e, logo depois de fugirem, foram vistos no ramal que dá acesso ao Compaj pelos policiais militares que fazem a guarda externa da unidade, mas eles não obedeceram a ordem para retornarem ao presídio.

Nesso momento, um dos policiais da Guarda Externa deu um tiro de advertência para o alto, mas os presos revidaram atirando contra ele. Houve troca de tiros e o policial militar conseguiu acertar os dois fugitivos.

Ainda segundo a polícia, Gleudison estava armada com uma PT 40, que é de uso restrito das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal. “Como o Gleudison revidou contra o policial, ele disparou também e o acertou no tórax”, disse o delegado. O presidiário Antônio Carlos também foi ferido na mão, mas acabou se entregando e não corre risco de morte.

“Depois do ocorrido, o policial procurou a delegacia para se apresentar e entregar a arma. Ele alegou legítima defesa”, explicou Benelli. O policial militar não teve o nome revelado mas, segundo o delegado, ele foi autuado por homicídio culposo (quando não há itnenção de matar) e vai poder responder pelo crime em liberdade, por ter alegado legítima defesa. 

O corpo de Gleudison foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e a arma foi encaminhada à perícia, para identificar a origem dela, ainda na tarde desta quarta-feira.

Sindicância

O Secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), coronel Louismar Bonates, disse que não descarta a possibilidade do preso estar fugindo para cometer algum crime. Além disso, a Sejus também informou que uma sindicância vai ser aberta para apurar se os detentos já saíram da unidade armado e quem forneceu a pistola, ou se eles conseguiram o armamento fora da cadeia. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil. 

Conforme consulta realizada no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Gleudison estava preso desde 2011 e cumpria pena por roubo.  Ele estava no semiaberto desde abril deste ano. Já o detento Antônio Carlos responde processos por tráfico de drogas e roubo.