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Após protesto, Seminfh inicia recuperação de via pública na Zona Norte

Segundo a assessoria da Seminfh, inicialmente será realizado um trabalho de tapa-buracos na rua e, em seguida, de drenagem. A Seminfh informou, ainda, que todos os bairros da Zona Norte estão na programação da secretaria e receberão atendimento

Por conta dos buracos, os ônibus deixaram de entrar no Conjunto Buritis

Por conta dos buracos, os ônibus deixaram de entrar no Conjunto Buritis (Alexandre Fonseca)

Após protesto realizado na noite da última segunda-feira (11/03) em razão das péssimas condições da rua Tapajós, no Conjunto Buriti I, Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, e cujos buracos resultaram na retirada dos ônibus do sistema de transporte público do local, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh) informou que uma equipe do Distrito de Obras responsável pela área iniciou os trabalhos de recuperação da via.

Segundo a assessoria da Seminfh, inicialmente será realizado um trabalho de tapa-buracos na rua e, em seguida, de drenagem. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos na próxima semana. A Seminfh informou, ainda, que todos os bairros da Zona Norte estão na programação da secretaria e receberão atendimento.

Ontem, durante o protesto, que iniciou às 16h e seguiu até às 20h30, cerca de 50 moradores bloquearam com pedaços de madeira e pneus uma das principais vias do conjunto, a avenida Curaçau, paralela à rua Tapajós, que por sua vez fica situada entre os conjuntos Buritis e João Paulo II.

De acordo com a auxiliar administrativa Andreza Bezerra da Silva, 28, a qual encabeçou o protesto, há dois meses os buracos começaram a atrapalhar o trânsito e, desde a última quinta-feira, nenhum ônibus entra no local para pegar os moradores. “Hoje (ontem), inclusive, fui assaltada lá embaixo porque vim a pé, às 4h, subindo para a avenida principal para pegar o ônibus, no meio dessa lama. Levaram todos os meus documentos e não pude ir trabalhar. Esse conjunto está completamente abandonado. Nem policiamento nós temos aqui”, alegou.

De acordo com ela e outros moradores, as linhas que passam por lá são as seguintes: 419, 459, 319, 029, 032, 328 e 329. Contudo, eles reclamam da demora na chegada dos coletivos. As principais prejudicadas são as crianças, que precisam passar a pé pela lama que toma a rua de uma ponta a outra, para poderem pegar uma condução e chegarem à escola.


O porteiro Agenor Silva Duarte Filho, 40, reclama que apenas um carro atende pelo itinerário 419, que segue para a Zona Leste da cidade, e que isso dificulta a vida dos moradores do local. “Isso nos atrapalha porque demora muito e, às vezes, ficamos mais de duas horas esperando. Agora, os ônibus pararam de passar aqui na rua e já estamos desde quinta-feira (07/03) tendo que ir a pé para a avenida principal (para conseguir condução)”, frisou.

A assessoria da Seminfh alegou que a decisão de desviar a rota partiu de uma das empresas que possui a concessão do serviço e atende a área, mas garantiu que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) adotaria medidas para que os veículos voltassem à rota normal nesta terça-feira.

Já a assessoria da SMTU informou que a empresa responsável pelo transporte na área, membro da Transmanaus, irá liberar os veículos para transitarem na via apenas quando ela estiver completamente recuperada, já que hoje o acesso no local é impedido por causa dos buracos existentes na rua Tapajós. 

Sobre a demora na chegada dos ônibus, a SMTU informou que se manifestará amanhã acerca do tema.