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Após protestos, Prefeitura recebe líderes de movimentos sociais

Grupo composto por professores, assistentes sociais, psicólogos e representantes ligados à moradia popular discutiu questões como o salário atual e a implatanção do Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Representantes de movimentos se reuniram com prefeito nesta sexta-feira (2)

Representantes de movimentos se reuniram com prefeito nesta sexta-feira (2) (Divulgação )

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, recebeu na manhã desta sexta-feira (2) líderes de movimentos ligados à assistência social, educação e moradias populares, conforme acordado após ato realizado na Ponta Negra na última quinta-feira. O encontro aconteceu na sede da prefeitura, na Compensa, Zona Oeste. 

Assistentes sociais e psicólogas fizeram parte do primeiro grupo recebido pelo prefeito e pela secretária municipal de Assistência Social, Goreth Garcia Ribeiro. Entre os pontos de discussão, os mais urgentes se referem à questão salarial e a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). No próximo dia 20 de maio deverá ocorrer um novo encontro com a resposta do poder público à pauta de reivindicações.

“Existem os prazos orçamentários a serem cumpridos e a gente sabe que tem algumas coisas que não vamos conseguir resolver de imediato, mas eles têm uma contra proposta a nos apresentar na próxima reunião”, afirmou a vice-presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais, Simone Lisboa.

Para a secretária Goreth Garcia Ribeiro, o encontro reforça a necessidade de reconhecimento dos profissionais que atuam na assistência social.

“A assistência é uma área muito importante para a prefeitura, tanto quanto a educação e a saúde, mas ela não é tratada como uma área específica. Trabalhar isso junto com os servidores é muito importante. Redimensionar um plano de cargos e carreiras é fundamental porque nós vamos melhorar a entrega do serviço lá na ponta”, declarou Goreth Garcia Ribeiro.

Em seguida, professores da rede municipal de ensino foram recebidos pelo prefeito e pelo secretário de Educação, Humberto Michilles. O movimento Educadores em Grupo, oposição ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam), apresentou uma lista de reivindicações, que passam pelo reajuste do auxílio alimentação, vale transporte, eleição direta para diretores e reajuste de 20% nos salários. 

“Algumas das nossas reivindicações eles vão dar uma resposta em curto prazo e outras em um tempo mais demorado. Não tem nada fechado ainda, o prefeito apresentou alguns pontos que impedem o reajuste salarial no percentual que nós desejamos e entendemos que precisamos discutir isso com a categoria. Só a reposição da inflação não resolve nossa situação”, afirmou Gilberto Vasconcelos, líder do Movimento Educadores em Luta.

Segundo o secretário da Semed, a apresentação de dados que mostram a situação do orçamento municipal é a principal forma de comprovar, junto aos professores, que o poder público municipal está se empenhando para atender as reivindicações.

“A educação não pode deixar de ser uma prioridade. É a partir deste diálogo respeitoso que nós vamos construindo uma solução, que as vezes pode não ser a ideal, mas nós vamos lutar para chegar a um ponto que seja favorável a todos”, declarou Humberto Michilles.

Moradia

Representantes de movimentos que lutam por moradia popular estiveram reunidos e apresentaram ao prefeito o projeto que visa a construção de 2.300 unidades habitacionais. De acordo com o movimento, o recurso foi aprovado pelo governo federal por meio do projeto Minha Casa, Minha Vida Entidades, no valor de R$ 15 milhões.

“Nós acreditamos que agora vamos conseguir que nossas reivindicações sejam atendidas. Fomos ouvidos pelo prefeito, ele se mostrou sensível à nossa luta e se comprometeu a colocar todo o secretariado a disposição para reduzir o déficit habitacional existente na cidade”, disse Cristiane Sales, líder do movimento por Moradia Popular.

Durante a reunião, o prefeito Arthur Neto afirmou que já existem 986 unidades habitacionais que deverão ser entregues até o final de 2015, sendo 202 no Prourbis, no Jorge Teixeira, zona Leste. Como já existem as casas que serão construídas por meio do projeto aprovado pelo governo federal, o chefe do executivo se comprometeu a realizar as obras de infraestrutura nas localidades, como escolas, creches, unidades de saúde, entre outros.

“Tendo o terreno, nós podemos trabalhar de três formas. O governo constrói as casas, o próprio morador constrói a sua residência, como foi feito por mim na primeira administração. Nós entregamos o lote urbanizado e cada um faz a própria casa. A terceira forma é partir de uma ação que envolva a justiça, que mobilize a sociedade para tomarmos terras que foram griladas e entrega-las nas mãos de quem precisa de um lugar para morar”, concluiu Arthur Neto que após a reunião embarcou para a Suíça, onde participa de uma programação relacionada à Copa do Mundo.

*Com informações da assessoria